Paulo Roberto é Pedagogo, Sindicalista e Petista.

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Dever cumprido é fruto da ousadia de um velho militante das lutas democráticas e sociais do nosso Brasil, que entende que sem uma interação rápida, ágil, eficiente e livre com o que rola pelo mundo, a democracia é pífia.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Peço sua ajuda

Venho hoje pedir seu voto para os candidatos que eu apoio.
Só seu voto é pouco, quero também o seu empenho, para juntos fortalecermos nossas lutas e ideais.
Ligue para seus parentes e amigos que votem no Estado do Rio de Janeiro, precisamos de sua ajuda nessa mobilização.

Grande Abraço
Paulo Roberto Pereira Gomes

Deputado Estadual: Esse Lutador






Para Federal  o grande cidadão 







 
Primeiro voto pro Senado           








Segundo voto para o senado: Picciani 














Ou Crivela
 
Para Governador Sergio Cabral 15
Para Pesidente Dilma 13











Até A vitória sempre




 

RESPONDENDO A INDAGAÇÕES E COMENTÁRIOS


 1º - Quero agradecer de coração ao nosso público leitor que visitam o blog diariamente
2° - O meu sumiço deve-se a estar vivendo momentos de profundas dificuldades, minha esposa fez uma cirurgia recente o que tem exigido de mim maior presença no acompanhamento de sua recuperação.
3º - As eleições que se aproximam tem demandado o pouquíssimo tempo que disponho. Sabe como é se não elegermos candidatos comprometidos com a luta dos trabalhadores, a nossa luta fica mais difícil ainda.  
  
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Anônimo disse...
Sr. Paulo, parabéns. As mudanças estão visíveis aos olhos dos alunos, creio que irão melhorar ainda mais, mas nós alunos já vemos hj professores trabalhando animados e comprometidos com nossa educação.
Gostaria de saber se vc sabe informar sobre o ENADE 2010, acho que seria muito importante se tivéssimos um programa de treinamento para prova e outros incntivos para os aluno se esforçarem para realziar uma boa prova, pois será de EXTREMA importância uma boa nota dos cursos que serão avaliados nesse exame, para que se recupere a confiança na instituição, para que não se repita algo semelhante como oq aconteceu com o curso de Medicina. Pense nisso, pois até agora ninguém falou nada sobre o exame na UNIG.
Obrigado por tudo e continue na luta, nós estamos confiantes e querendo ver e viver as mudanças.

Resposta: Bem companheiro, ainda bem que as mudanças estão visíveis. Com relação ao ENADE 2010, sugiro que se procure o nosso amigo professor André Monteiro, pois ele é a pessoa que melhor pode nos ajudar.

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Sandro Reis disse...
Vai mudar? Vai mesmo... Eles irão acabar de quebrar o produtor rural... Estão conseguindo...
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Dever Cumprido disse...
Depende do produtor rural, tem gente que só quer mamar na teta e certamente isso já não funciona mais.

Não é possível numa economia onde trinta milhões de pessoas passam a comer, a consumir o produtor rural dizer que esta quebrando. Tem algo errado nisso.
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Sandro Reis disse...
Olha o preço do leite na prateleira meu amigo... Em plena entressafra, que o produtor gasta mais para produzir, o preço continua la em baixa, resultado de uma politica de importação desleal onde o governo libera a entrada de leite principalmente do uruguai e argentina para o mercado brasileiro subsidiando o produtor dos nossos "amigos" do mercosul e esquecendo mais uma vez do nosso produtor.
Espero que essa politica eleitoreira se acabe depois do dia 2 de outubro, senão não teremos mais produtor de leite no Brasil. Cada dia que passa mais temos visto produtores desistindo da atividade leiteira... É uma lastima para um setor que emprega tanta gente... 
Resposta: Caro professor Sandro Reis, confesso minha mais profunda ignorância com relação à produção Rural, e entendo ser urgente e necessário conhecer um pouco mais sobre o assunto. É de bom termo que aprofundemos mais esse debate aqui no blog. Sei que a produção rural é responsável por aproximadamente 40% da economia de Itaperuna e ter pouca informação sobre o tema é muito ruim, embora eu mantenha minha opinião, se temos mais gente comendo, gastando o produtor rural tinha que se beneficiar também. Não seria a nossa produtividade baixa? Temos todos que buscarmos as saídas.

*      Anônimo disse...
Tem algo de errado mesmo!!!
São nossos governantes que não dão a mínima para os pequenos produtores e o baixo preço pago pelo produto.
Afff o litro de leite valer menos do que a pinga no buteco da esquina, esta certo isso?
Mas quem sabe um dia essa realidade possa ser diferente com preço justo e um governo mais empenhado no que se diz respeito ao meio rural.
Fica um perguntar.
Se não fosse o meio rural ninguém tinha o que comer, a carne do churrasco do fim de semana até a cerveja que vocês bebem a matéria prima e do meio rural.

Valeu

Então por isso que digo DILMA 13 é a nossa presidente para o Brasil de vez alavancar as melhorias que já vem sendo feitas. 
Resposta: É verdade o litro de leite é mais caro que um litro de água mineral por exemplo. Isso é no mínimo um absurdo.
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Anônimo disse...
A rumores em nova iguaçu que a unig foi vendida novamente.... parece brincadeira , alguma informaçao concreta amigo paulo?
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Anônimo disse...
Boa noite Sr.Paulo , novidades sobre a mudança na direçao da UNIG? Obrigado pelo espaço e atençao.
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Anônimo disse...
A unig foi vendida e o Sr nao comentada nada companheiro paulo? nos de informações .. afinal são nossos direitos que estão pra lá e pra cá .... fico grato se puder nos esclarecer alguma coisa ...
abraço

Resposta: Pois é pessoal, eu como estou meio de quarentena, tenho pouca ou nenhuma informação sobre o tema. Sei que houve alterações na gestão da universidade. Sei que em Nova Iguaçu já houve uma reunião com os coordenadores, por aqui ainda não houve nada. Pelo pouco que sei aqui não haverá mudanças significativas e o novo reitor Profº Dr. Cláudio Valente Viana, é o mesmo que queria terceirizar o curso de odontologia de todos os CAMPUS da UNIG, certamente é para odontologia que ele tem os olhos mais voltados. Vamos aguardar!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A ONDA VERDE QUE VIROU MARROM E NO DURO É LARANJA

Laerte Braga 
     O DATA FOLHA divulgou uma pesquisa, terça-feira, 28 de setembro, onde acentua a “queda” de Dilma Roussef e a “subida” de Marina da Silva. Na manchete do jornal FOLHA DE SÃO PAULO, porta voz oficial dos tucanos DEM, a insinuação “pode dar segundo turno”.
Na quarta-feira, 29, um dia após, o VOX POPULI e o IBOPE mostram números diferentes. O jornal O GLOBO afirma em manchete na primeira página que “Dilma em queda...”.
É de se imaginar que ou o pessoal do IBOPE, a pesquisa foi feita sob encomenda da CNI – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – tenha se perdido no meio do caminho, não é da natureza do Instituto pesquisas sérias em se tratando de eleições, ou na sexta, no máximo no sábado, mostram números diferentes em outra pesquisa, essa sob encomenda da REDE GLOBO.
Mais ou menos ao sabor de quem paga. Ou das conveniências.
O VOX POPULI mantém o mesmo critério e coerência desde o início de pesquisas semanais, mais ou menos o mês de julho, segunda quinzena.
Marinhos são intrinsecamente mentirosos. Vivem de fraude, extorsão, sonegação, dinheiro público, construíram um império assim. E nem sempre dinheiro público oriundo de cofres brasileiros, mas também do exterior. “De fora” como dizia Brizola.
É da gênese. Aquele negócio de barão, conde, essas coisas. Padrão FIESP/DASLU. “O impossível não existe”, frase atribuída a Napoleão. De repente a candidata Marina da Silva supera Arruda Serra e vai para um eventual segundo turno com Dilma Roussef. A direita concluiu que as chances de Marina num segundo turno seriam maiores que as de Arruda Serra.
Marina é domesticável, entra nos padrões Arruda Serra sem dificuldade alguma, já é parte do esquema.
O jogo dos números nas pesquisas é simples. No duro mesmo tentam alavancar a candidatura de Marina da Silva para tentar levar as eleições de fato para um segundo turno, mas com José Arruda Serra, preferido por dez entre nove sonegadores, usuários de trabalho escravo, os que pagam as contas da GLOBO junto a agências financeiras internacionais, fazem contratos com a EDITORA ABRIL, etc, etc. Pilantras lato senso.
E Marina embarca na onda.
No debate de quinta-feira a candidata Dilma Roussef deve ser seu alvo preferido. O confronto direto para tentar passar a impressão que é ela Marina quem vai disputar com Dilma a preferência do eleitorado e que Arruda Serra é mero acessório.
O jogo é outro, acessório é Marina. E sabe disso, está dentro do esquema.
É claro e óbvio que qualquer pessoa tem o direito de mudar de opinião. Marina era petista e mudou. E, evidente, tem o direito de se candidatar a presidência da República.
Mas tem que ter um programa para além do jeito de boa moça e no caso específico da ex-ministra do Meio-ambiente, tem que ter autocrítica.
Sair falando do governo que integrou por quase sete anos e ir se aninhar nos braços da oposição, num disfarce verde que na verdade é marrom, é, no mínimo, oportunismo, no duro mesmo, jogar a história fora.
Nesse quesito do desfile não tem diferença nenhuma de Tiririca. O candidato a deputado quer apenas um lugar ao sol. Marina é diferente?
Onde? Está jogando sua história no lixo.
Vive quinze minutos de fama se o impossível não acontecer. Some na poeira depois. O que se imagina é que até sábado as redes de tevê possam divulgar mais denúncias, ou dossiês, é prática comum dessas quadrilhas e os jornais e revistas tentem, na sexta, no sábado e no domingo, reforçar essa campanha sórdida de denúncias inconseqüentes, que não resistem à mínima lógica, como o caso dos 200 mil reais num envelope pardo. O caráter pueril dessa denúncia ficou tão evidente que largaram para lá e trataram de buscar outras. GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO.
Faz parte da gênese dessa gente. É como o escorpião, mesmo que vá morrer dá a picada.
O mau caratismo que é conseqüência dos compromissos assumidos com quadrilhas que tentam tomar o poder no Brasil, é a soma da fome com a vontade de comer.
E como comem...
Dinheiro público.
Marina é só a bola da vez. O pior, repito, é que sabe e aceita.
No jargão jornalístico quando se trata de alguém assim, a expressão correta, ou usada, é laranja.
Quer dizer, o verde virou marrom e termina laranja. Laranja de Arruda Serra e tudo o que ele significa.   

Uma mulher cresce no Brasil


29/09/2010
International Herald Tribune

NYTimes.com
Luisita Lopez Torregrosa
Analistas creditam a ascensão de Dilma em parte à economia acelerada e à expansão da ajuda para famílias de baixa renda 

Analistas creditam a ascensão de Dilma em parte à economia acelerada e à expansão da ajuda para famílias de baixa renda
     A América Latina não é estranha a líderes do sexo feminino, mas são poucas que podem se equiparar com a trajetória política radical de Dilma Rousseff, ex-líder guerrilheira marxista de 62 anos de idade que pode ser a primeira presidente do sexo feminino no Brasil.  
     Seria um momento suficientemente histórico se Rousseff, economista que se divorciou duas vezes, tornar-se presidente do Brasil –vencendo as eleições no domingo (3) em primeiro turno ou no segundo. Mas além disso, governaria um país com a oitava economia do mundo, o mais rico da América Latina.  
     O Brasil sempre foi um parque de diversão exótico, cuja política costuma envolver corrupção, violência e revolta. Mas atualmente é um ator na arena mundial; uma potência global.  
     Até um ano atrás, Rousseff, ex-ministra da Casa Civil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trabalhava na maior parte por trás das cenas, uma servidora eficiente e respeitada pela maioria, na sombra do presidente universalmente popular conhecido como Lula. Proibido por lei de concorrer a um terceiro mandato, Lula escolheu Rousseff, lançou sua aura em torno dela e se tornou o seu mais apaixonado cabo eleitoral.  
     Desvalorizada no mundo da política eleitoral brasileiro dominado pelos homens, Rousseff começou devagar no ano passado, em grande parte porque estava se tratando de um linfoma. Ela entrou com força total na campanha na primavera e ultrapassou seu principal oponente, o ex-governador de São Paulo José Serra, que perdeu para Lula na disputa presidencial em 2002. Rousseff teve uma campanha tranquila até o início do mês, quando a mídia divulgou denúncias que a família de uma ex-assistente, Erenice Guerra, que a sucedeu como ministra da Casa Civil, estava aceitando suborno para ajudar as empresas a fecharem contratos com o governo. Rousseff não foi mencionada nas acusações; desde então, ela cambaleou nas pesquisas, mas ainda está na dianteira.  
     Se sua campanha tem algum tema, é sua lealdade às políticas de Lula. “Orgulho-me de estar associada ao governo do presidente Lula, porque demonstramos que a distribuição de renda era uma condição necessária para tornar o Brasil independente e alcançar a estabilidade”, disse ela na semana passada durante um debate transmitido pela televisão em Brasília. Ela enfatizou que o Brasil –que tem, entre outras coisas, novos campos de petróleo descobertos na costa- não precisa mais de assistência de fora para cumprir suas obrigações externas.  
     A vitória faria Rousseff ingressar na galeria de líderes do sexo feminino na América Latina que, na maior parte –como suas contrapartes na Europa Ocidental e nos EUA- vem de famílias relativamente privilegiadas e educadas (diferentemente de Lula, que saiu da pobreza). Entre as latino-americanas de sucesso está Michelle Bachelet, 59, a primeira mulher presidente do Chile, mãe solteira de três filhos e pediatra, que sobreviveu à tortura na prisão, exílio e o regime de Pinochet para atingir a presidência em 2006. Ela permaneceu no cargo até março deste ano.  
     Bachelet voltou às manchetes recentemente com o anúncio que ia chefiar a nova agência da Organização das Nações Unidas chamada ONU Mulheres. “As mulheres são quase invisíveis em alguns lugares”, disse Bachelet na ONU na última quinta-feira. “São cidadãs de segunda classe. São vistas como pessoas sem direitos. Isso é uma vergonha para a humanidade”.  
     Enquanto Bachelet quebra as barreiras para as mulheres, Cristina Fernandez de Kirchner, 57, presidente da Argentina e mulher do ex-presidente Nestor Kirchner, batalhou por direitos gays, apoiando com sucesso o casamento de mesmo sexo. Cristina, peronista como o marido, pode parecer meio errática, usando políticas econômicas não ortodoxas, levantando o nariz para o Fundo Monetário Internacional e com poucos laços financeiros com o resto do mundo. Mas a economia argentina está prosperando, seu índice de aprovação está subindo, e ela pode vencer um segundo mandato no próximo ano.  
     No Peru, Keiko Fujimori, 35, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, defende a estrutura capitalista que reforçou a economia do Peru. Apesar do pai dela estar na prisão, uma pesquisa feita em setembro mostrou que Keiko está na frente dos três oponentes potenciais –todos homens- para as eleições presidenciais da próxima primavera.  
     A política econômica pragmática do Brasil, que Rousseff fomentou nos quase 10 anos de governo Lula, ajudou a empurrá-la para a presidência. Ela disse que o Brasil pode continuar crescendo a uma taxa de 7% ao ano, que ela vai criar milhões de empregos, melhorar a infra-estrutura e usar a nova riqueza do Brasil para promover políticas de bem estar social e políticas de mercado.  
     Esse discurso capitalista parece distante dos dias que o nome de guerra de Rousseff era Stella, e ela usava armas e comandava camaradas. Por seu papel na resistência armada à ditadura militar nos anos 60 e 70, ela passou três anos na prisão, onde foi repetidamente torturada.  
     Rousseff foi criada em uma família de classe média alta em Belo Horizonte, no Estado de Minas Gerais. Seu pai, Pedro Rousseff, que morreu em 1962, nasceu na Bulgária como Petar Russev; sua mãe, Dilma Jane Silva, era filha de fazendeiros. A jovem Dilma frequentou internatos católicos, estudou piano e francês. Mas sua vida estruturada mudou quando foi para uma escola pública e descobriu o movimento subterrâneo. Era 1965 e ela tinha 17 anos.   
     Em poucos anos, entrou para a guerrilha, casou-se, impôs-se sobre os homens, divorciou-se, casou-se novamente e deu à luz a uma filha, sua única (desde então, se divorciou do segundo marido).  
     Fora da prisão, ela deixou a guerrilha e foi para a faculdade. Quando a democracia foi restaurada nos anos 80, ela tinha diploma de economia e se tornou secretária de energia do Rio Grande do Sul. Quando Lula foi eleito presidente, ela se tornou sua secretária de energia e depois, chefe da Casa Civil.
     Analistas creditam sua ascensão em parte à economia acelerada e à expansão da ajuda para famílias de baixa renda. Mas mais do que qualquer outro fator (inclusive o de ser mulher), Rousseff deve seu sucesso a Lula, que disse: “Ela não vai apenas preservar meu legado, mas aperfeiçoá-lo e fazer muito mais.”

Tradução: Deborah Weinberg

De:
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/herald/2010/09/29/uma-mulher-cresce-no-brasil.jhtm

Pedro Bial vota Dilma

  Pedro Bial
     O Hino Nacional diz em alto e bom tom (ou som, como preferir) que um filho seu não foge à luta. Tanto Serra como Dilma eram militantes estudantis, em 1964, quando os militares, teimosos e arrogantes, resolveram dar o mais besta dos golpes militares da desgraçada história brasileira. Com alguns tanques nas ruas, muitas lideranças, covardes, medrosas e incapazes de compreender o momento histórico brasileiro, colocaram o rabinho entre as pernas e foram para o Chile, França, Canadá, Holanda. Viveram o status de exilado político durante longos 16 anos, em plena mordomia, inclusive com polpudos salários. Foi nas
belas praias do Chile, que José Serra conheceu a sua esposa, Mônica Allende Serra, chilena.
     Outras lideranças não fugiram da luta e obedeceram ao que está escrito em nosso Hino Nacional. Verdadeiros heróis, que pagaram com suas próprias vidas, sofreram prisões e torturas infindáveis, realizaram lutas corajosas para que, hoje, possamos viver em democracia plena, votar livremente, ter liberdade de imprensa.
      Nesse grupo está Dilma Rousseff. Uma lutadora, fiel guerreira da solidariedade e da democracia. Foi presa e torturada. Não matou ninguém, ao contrário do que informa vários e-mails clandestinos que circulam Brasil afora.
     Não sou partidário nem filiado a partido político. Mas sou eleitor. Somente por estes fatos, José Serra fujão, e Dilma Rousseff guerreira, já me bastam para definir o voto na eleição presidencial de 2010. Detesto fujões, detesto covardes!
Pedro Bial, jornalista.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

CLIP DO MICHAEL JACKSON - CENSURADO NOS EUA

SOM da TERRA - "EARTH SONG" by MICHAEL JACKSON
 O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem "Billie Jean", nem "Beat it", e sim a ecológica "Earth Song", de 1996. A letra fala de desmatamento, sobre pesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão.
O Detalhe: "Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta.
Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe.
Vejam, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson.
Filmado na África, Amazônia, Croácia e New York.

http://sorisomail.com/email/12091/clip-censurado-nos-eua--mickael-jackson-.html
 

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A mulher mais poderosa do mundo


27/09/2010
iG
 Jornal inglês diz que Dilma será mulher 'mais poderosa do mundo'


 O jornal 'The Independent' diz que Dilma Rousseff será mais poderosa que a chanceler alemã, Angela Merkel, e Hillary Clinton
     O jornal britânico “The Independent” publicou nesta segunda-feira uma longa reportagem sobre as eleições presidenciais brasileiras e classificou a candidata do PT, Dilma Rousseff, como a “ex-guerrilheira que pode se tornar a mulher mais poderosa do mundo".
 A reportagem lembra os anos de resistência de Dilma Rousseff contra a ditadura militar brasileira e diz que ela está muito perto de se tornar a primeira mulher a ser presidente do Brasil.
     De acordo com o jornal, Dilma pode se tornar mais poderosa do que a chanceler alemã, Angela Merkel, e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em virtude da enorme prosperidade do Brasil e a descoberta de recentes riquezas. “A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e EUA podem apenas invejar”, diz a publicação.
       O texto traça o perfil da ex-ministra da Casa Civil e lembra que, apesar da luta contra o regime militar, ela sonhava em ser bailarina ou trapezista. “Assim como o presidente Jose Mujica, do Uruguai, a senhora Rousseff não se constrange com o passado de guerrilha urbana, que incluiu o combate a generais e a temporada na prisão como prisioneira política”, escreve o correspondente Hugh O’Shaughnessy.
     Segundo o jornalista, Dilma tem estado ao lado do presidente Lula "em suas principais conquistas", como a descoberta de petróleo na camada pré-sal e a redução dos índices de pobreza no país. O jornal, diz, porém, que o enorme potencial eleitoral de Dilma é respaldado pelo presidente Lula e pelo “enfadonho” adversário, José Serra.



Foto: Reprodução
Reprodução da matéria divulgada no site do jornal britânico "The Independent". A publicação destaca a possibilidade da vitória de Dilma Rousseff ainda no 1° turno
A reportagem do “The Independent” fala sobre as denúncias que derrubaram a sucessora de Dilma na Casa Civil, a ex-ministra Erenice Guerra, mas diz que o escândalo “não parece ter abalado a sua popularidade”.
A reportagem conclui dizendo que Dilma deve convidar todos os líderes de esquerda da América Latina para sua posse, que será uma “celebração da decência política e do feminismo”.

domingo, 26 de setembro de 2010

CULTURA DE SENZALA




 à Zumbi dos Palmares -

Se repetem sempre
e há tanto,
que de tão surdos
o absurdo se fez óbvio.

E de tão óbvio
o lamento se fez covardia,
no estupro do dia a dia.

Índios, negros,
cafuzos, mulatos,
caboclos e mamelucos
se  esquecem do látego
em compungidas histórias
de feitores,
sobre suspiros de sinhazinha.

Negras outras,
índias e brancas loucas
se davam a quilombos
sem ética e compostura
pretendendo a propositura
de liberdade e futuro.

- x -

Se repetem sempre
e há tanto,
que de tão surdos
o absurdo se fez óbvio.

E de tão óbvio
o lamento se fez covardia,
no estupro do dia a dia.

Até que se fez abolição!

Índios e negros,
cafuzos, mulatos,
caboclos e mamelucos
continuaram se esquecendo do látego
em compungidas histórias
de clérigos e vigários,
sobre suspiros de sinhazinha.


- x -

Se repetem sempre
e há tanto,
que de tão surdos
o absurdo se fez óbvio

E de tão óbvio
o lamento se fez covardia,
no estupro do dia a dia.

Até que se fez revolução!

Mas não foi de
negras outras,
índias e brancas loucas
se dando a quilombos
sem ética e compostura,
pretendendo a propositura
de liberdade e futuro.

Índios e negros,
cafuzos, mulatos,
caboclos e mamelucos
continuaram esquecendo o látego
em compungidas histórias
de radiotransmissores,
sobre suspiros de sinhazinhas.

- x -

Se repetem sempre
e há tanto,
que de tão surdos
o absurdo se fez óbvio

E de tão óbvio
o lamento se fez covardia,
no estupro do dia a dia.

Até que se fez um golpe!

Militares e ditadura.
No látego dos feitores
tanto foram as dores
tamanho foi o medo
que até negras outras,
índias e brancas loucas
silenciaram quilombos
na imposição de éticas e composturas.

Mas então acalentaram meninos brancos
de olhos injetados
esverdeando esperanças
por outros dias de amanhãs
com liberdade e futuro.

Índios e negros,
cafuzos, mulatos,
caboclos e mamelucos,
continuaram esquecendo
torturas e masmorras
em compungidas histórias
de televisores,
sobre suspiros de sinhazinha.

- x –

Se repetem sempre
e há tanto,
que de tão surdos
o absurdo se fez óbvio

E de tão óbvio
o lamento se fez covardia,
no estupro do dia a dia.

Até que se fez mobilização!

Índios e negros,
cafuzos, mulatos,
caboclos e mamelucos
quiseram solução
sem látego.

Saíram às ruas
pelas Diretas Já.

Mas, no vício de
compungidas histórias
sobre os suspiros de sinhazinha
traíram as próprias conquistas
e aceitaram prorrogação
para o poder de decisão.

Depois acreditaram em mentirinha
de jornal e revista,
inventando caçador de marajá.

- x –

Pois o látego
se repetiu tanto e sempre,
sempre e tanto,
tanto,
sempre...

que, por fim,
o óbvio foi se fazendo absurdo.

Na Casa Grande
suspirou sinhazinha,
mas índios e negros,
cafuzos e mulatos,
caboclos e mamelucos,
cansados de tamanha empáfia,
com o saco cheio de tanta
bazófia,
enfim,
não mais acreditaram em suspiros
e manhas de sinhá.

E o povo deixou
de ser surdo,
se revoltando contra a covardia,
do estupro do dia a dia.

Doidos e histéricos
berraram os feitores,
blasfemaram clérigos e vigários,
gritaram radiotransmissores
e por televisores,
páginas de jornais e revistas,
se previu crise e apocalipse.

Sem qualquer compostura
esquecida da ética,
errática sinhazinha
revolve escombros
da Casa Grande
em busca do dia a dia
de tantos óbvios
a falsificarem absurdos.

Pobre sinhazinha,
de incerto amanhã,
se buscando na surdes
da própria hipocrisia.
Pobre sinhazinha
já velha anciã,
tendo de esconder o que fez
e acreditar no que mentia.

Pois,
vindo das entranhas de negras outras,
de índias e brancas loucas,
se pariu a voz dos quilombos.

Nova história se anuncia
sem mucama e sinhazinha.
Nova história se escreve,
onde a liberdade não estará
sozinha.

É a liberdade da
mão que constrói
sem o látego que destrói
qualquer futuro e esperança
no adulto ou na criança.

Propositura diferente daquela
das promessas de sinhazinhas,
para que negros e mamelucos,
índios e mulatos
caboclos e cafuzos
se mintam acreditando
que senzala seja óbvio.

Não mais negros, brancos e índios
confusos!
Não mais todo um povo surdo
ao sempre absurdo!

Chega da cultura de senzala!
Em cada casa, em todos os lares,
que se institua um Palmares!

Negros, índios,
caboclos, cafuzos,
mulatos e mamelucos!
Brancos malucos!
Todos libertos da escravidão à mídia,
que nos ensurdece à própria ignomínia!

Por Raul Longo