Paulo Roberto é Pedagogo, Sindicalista e Petista.

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Dever cumprido é fruto da ousadia de um velho militante das lutas democráticas e sociais do nosso Brasil, que entende que sem uma interação rápida, ágil, eficiente e livre com o que rola pelo mundo, a democracia é pífia.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Brasil começa a implantar RG com chip no mês que vem

O RG biométrico, com chip, já começa a ser implementado no Brasil em julho. Neste ano, 2 milhões de brasileiros em Brasília, Rio de Janeiro e Salvador serão os primeiros a ter o novo cartão de identidade (denominado RIC), em fase de testes.


          A convocação dos selecionados para trocar a antiga cédula de identidade começou em janeiro e a escolha foi aleatória, segundo o Ministério da Justiça. No primeiro semestre, parte dos eleitores brasileiros também já foi cadastrada para permitir uma mudança para o cartão biométrico no título de eleitor.
       Nessa primeira fase, todo o custo será bancado pelo governo - o documento biométrico pode custar até R$ 40 e as formas de pagamento ainda não estão definidas (hoje alguns Estados cobram pelo atual RG). Procurada ontem para comentar o assunto, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que ainda não há uma data certa para
o Estado integrar o projeto. Ainda deverá ser lançado um processo licitatório (sem data definida).
        A mudança no documento deverá atingir, até 2019, 150 milhões de brasileiros. A tecnologia foi contratada de uma empresa suíça, a Covadis, com sede em Genebra, que também trabalha na instalação em outros países do mundo.
           Para seu executivo-chefe, Marcelo Correa, as alterações no sistema de identificação brasileiro “serão um teste importante” para a nova tecnologia. Para ele, a grande vantagem do novo formato é a proteção dos dados dos cidadãos, além da redução do risco de fraudes, com o roubo de documentos.
        O cartão promete diminuir a quantidade de cópias de documentos que cada cidadão terá de fazer, cada vez que for obrigado a se apresentar a um serviço público. Ele trará um chip com dados da pessoa, informações biométricas e sua impressão digital. Para garantir a proteção dos dados, a Casa da Moeda ficará responsável pelo armazenamento das informações contidas em cada um dos cartões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Olívio Dutra, o anti-Palocci (e melhor ainda, anti-futilidade materialista!)

http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/olivio-dutra-o-anti-palocci

Lucas Azevedo 29 de junho de 2011 às 10:36h
O ex-governador gaúcho vive em apartamento modesto e anda de ônibus. Foto: Denison Fagundes
Em um velho prédio numa barulhenta avenida de Porto Alegre, em companhia da mulher, vive há quatro décadas o ex-governador e ex-ministro Olívio Dutra. Em três ocasiões, Dutra abandonou seu apartamento: nas duas vezes em que morou em Brasília, uma como deputado federal e outra como ministro, e nos anos em que ocupou o Palácio do Piratini, sede do governo gaúcho. Apesar dos diversos cargos (também foi prefeito de Porto Alegre), o sindicalista de Bossoroca, nos grotões do Rio Grande, leva uma vida simples, incomum para os padrões atuais da porção petista que se refestela no poder.
No momento em que o PT passa por mais uma crise ética, dessa vez causada pela multiplicação extraordinária dos bens do ex-ministro Antonio Palocci, Dutra completou 70 anos. Diante de mais uma denúncia que mina o resto da credibilidade da legenda, ele faz uma reflexão: “Política não é profissão, mas uma missão transitória que deve ser assumida com responsabilidade”.
De chinelos, o ex-governador me recebe em seu apartamento na manhã da terça-feira 14. Sugeriu que eu me “aprochegasse”. Seu apartamento, que ele diz ter comprado por meio do extinto BNH e levado 20 anos para quitar, tem 64 metros quadrados, provavelmente menor do que a varanda do apê comprado por Palocci em São Paulo por módicos 6,6 milhões de reais-. Além dele, o ex-governador possui a quinta parte de um terreno herdado dos pais em São Luiz Gonzaga, na região das Missões, e o apartamento térreo que está comprando no mesmo prédio em que vive. “A Judite (sua mulher) não pode mais subir esses três lances de escada. Antes eu subia de dois em dois degraus. Hoje, vou de um em um.” E por que nunca mudou de edifício ou de bairro? “A vida foi me fixando aqui. E fui aceitando e gostando.”
Sobre a mesa, o jornal do dia dividia espaço com vários documentos, uma bergamota (tangerina), e um CD de lições de latim. Depois de exercer um papel de destaque na campanha vitoriosa de Tarso Genro ao governo estadual, atualmente ele se dedica, como presidente de honra do PT gaúcho, à agenda do partido pelos diretórios municipais e às aulas de língua latina no Instituto de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “O latim é belíssimo, porque não tem nenhuma palavra na sentença latina que seja gratuita, sem finalidade. É como deveria ser feita a política”, inicia a conversa, enquanto descasca uma banana durante seu improvisado café da manhã.
Antes de se tornar sindicalista, Dutra graduou-se em Letras. A vontade de estudar sempre foi incentivada pela mãe, que aprendeu a ler com os filhos. E, claro, o nível superior e a fluência em uma língua estrangeira poderiam servir para alcançar um cargo maior no banco. Mas o interior gaúcho nunca o abandonou. Uma de suas características marcantes é o forte sotaque campeiro e suas frases encerradas com um “não é?” “Este é o meu tio Olívio, por isso tenho esse nome, não é? Ele saiu cedo lá daquele fundão de campo por conta do autoritarismo de fazendeiro e capataz que ele não quis se submeter, não é?”, relembra, ao exibir outra velha foto emoldurada na parede, em que posam seus tios e o avô materno com indumentárias gaudérias. “É o gaúcho a pé. Aquele que não está montado no cavalo, o empobrecido, que foi preciso ir pra cidade e deixar a vida campeira.”
Na sala, com exceção da tevê de tela plana, todos os móveis são antigos. O sofá, por exemplo, “tem uns 20 anos”. Pelo apartamento de dois quartos acomodam-se livros e CDs, além de  souvenires diversos, presentes de amigos ou lembrança dos tempos em que viajava como ministro das Cidades no primeiro mandato de Lula.
Dutra aposentou-se no Banrisul, o banco estadual, com salário de 3.020 reais-. Somado ao vencimento mensal de 18.127 reais de ex-governador, ele leva uma vida tranquila. “Mas não mudei de padrão por causa desses 18 mil. Além do mais, um porcentual sempre vai para o partido. Nunca deixei de contribuir.”
Foi como presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, em 1975, que iniciou sua trajetória política. Em 1980, participou da fundação do PT e presidiu o partido no Rio Grande do Sul até 1986, quando foi eleito deputado federal constituinte. Em 1987, elegeu-se presidente nacional da sigla, época em que dividiu apartamento em Brasília com Lula e o atual senador Paulo Paim, também do Rio Grande do Sul. “Só a sala daquele já era maior do que todo esse meu apartamento.”
Foi nessa época que Dutra comprou um carro, logo ele que não sabe e nem quer aprender a dirigir. “Meu cunhado, que também era o encarregado da nossa boia, ficava com o carro para me carregar.” Mas ele prefere mesmo é o ônibus. “Essa coisa de cada um ter um automóvel é um despropósito, uma impostura da indústria automobilística, do consumismo.” Por isso, ou anda de carona ou de coletivo, que usa para ir à faculdade duas vezes por semana.
“Só para ir para a universidade, gasto 10,80 reais por dia. Como mais de 16 milhões de brasileiros sobrevivem com 2,30 reais de renda diária? Este país está cheio de desigualdades enraizadas”, avalia, e aproveita a deixa para criticar a administração Lula. “O governo não ajudou a ir fundo nas reformas necessárias. As prioridades não podem ser definidas pela vaidade do governante, pelos interesses de seus amigos e financiadores de campanha. Mas, sim, pelos interesses e necessidades da maioria da população.”
O ex-governador lamenta os deslizes do PT e reconhece que sempre haverá questões delicadas a serem resolvidas. Mas cabe à própria sigla fazer as correções. “Não somos um convento de freiras nem um grupo de varões de Plutarco, mas o partido tem de ter na sua estrutura processos democráticos para evitar que a política seja também um jogo de esperteza.”
Aproveitei a deixa: e o Palocci? “Acho que o Palocci fez tudo dentro da legitimidade e legalidade do status quo. Mas o PT não veio para legitimar esse status quo, em que o sujeito, pelas regras que estão aí e utilizando de espertezas e habilidades, enriquece.”
E o senhor, com toda a sua experiência política, ainda não foi convidado para prestar consultoria? Dutra sorri e, com seu gestual característico, abrindo os braços e gesticulando bastante, responde: “Tem muita gente com menos experiência que ganha muito dinheiro fazendo as tais assessorias. Mas não quero saber disso”.
Mas o senhor nunca recebeu por uma palestra? “Certa vez, palestrei numa empresa, onde me pagaram a condução, o hotel e, depois, perguntaram quanto eu iria cobrar. Eu disse que não cobro por isso. Então me deram de presente uma caneta. E nem era uma caneta fina”, resumiu, antes de soltar uma boa risada.

Lucas Azevedo

OPORTUNIDADES

Prefeitura de Porciúncula abriu no ultimo dia 27/06 concurso público para diversas áreas, os salários variam de R$ 545,00 a 1.598,00 mensais.
Essa é uma grande oportunidade para o pessoal da região,  inscrições irão até o dia 21/01/2011 e podem ser feita online pelo site www.idecan.org.br
 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Telefone popular a R$ 9,50 por mês.

27 junho 2011 0 Comentários
          A partir da próxima semana, será dado início à implantação do telefone popular no Brasil. Voltado a quem ainda não tem aparelho fixo, o programa prevê assinatura por apenas R$ 9,50, atrelada a um plano de 90 minutos mensais. Atualmente, nas empresas privadas, a assinatura básica de telefonia fixa custa em torno de R$ 46.
          O novo projeto vai beneficiar 13 milhões de famílias, que hoje já são atendidas pelo Bolsa Família. Antes, o programa era estendido apenas a cerca de 180 mil assinantes, incluídos no Acesso Individual Classe Especial (Aice) de telefonia fixa.
         O valor de R$ 9,50 conta com isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da arrecadação dos estados. Mas a assinatura popular pode chegar a R$ 13,30, se a gestão local não abrir mão do imposto.
          Segundo o governo federal, mesmo com a isenção do ICMS, não haverá perda de arrecadação. O programa é voltado a quem não tem telefone e, por isso, já não paga o imposto por esse serviço.
O projeto do telefone popular faz parte da terceira revisão ao PGMU (Plano Geral de Metas de Universalização). O programa define metas para a expansão do serviço até o ano de 2015. A presidenta Dilma Rousseff vai formalizar o projeto por meio de decreto, que será assinado já na próxima semana e passará a valer imediatamente.
BOLSA FAMÍLIA - Com o programa, que vai incluir os beneficiários do programa assistencial do governo federal, mais 13 milhões de famílias poderão passar a ter o serviço de telefone fixo.
ICMS - Os estados não têm motivo para se preocupar com perda de arrecadação. Como o programa é voltado a quem não tem telefone e já não paga imposto, não vai haver redução.
Fonte: http://www.resumodanoticia.com.br/resumo/?p=8943

Acusado de corrupção, prefeito do PT foge em ônibus junto com 36 funcionários da Prefeitura


Um “tal Vinicius”, que não se identificou, apenas colocou esse nome, postou o seguinte comentário na ultima matéria por nós  aqui postado.
Vinicius disse...
http://www.campomaioremfoco.com.br/brasil/23672-acusado-de-corrupcao-prefeito-do-pt-foge-em-onibus-junto-com-36-funcionarios-da-prefeitura.html

Essa notícia o senhor posta no blog tb??? “
É claro que esse “Vinicius” não me conhece, eu não tenho o hábito de jogar lixo para baixo do tapete.
Só tem uma diferença “Vinicius”, o parágrafo que vai por mim grifado.  


Noticias - Brasil
Qui, 23 de Junho de 2011 12:51
O prefeito, vice-prefeito, secretários e assessores são acusados pelo desembargador Darival Bezerra, por vários crimes.
O prefeito de Senador Pompeu, no Ceará, Antônio Teixeira de Oliveira (PT), está foragido desde o último domingo, 19, quando deixou a cidade em um ônibus alugado levando outros 36 suspeitos de corrupção. A Justiça cearense fez o pedido de prisão preventiva deles, mas até agora somente um funcionário da Prefeitura foi preso.
O prefeito, vice-prefeito, secretários e assessores são acusados pelo desembargador Darival Bezerra de fraude em licitações, desvio de dinheiro público, envolvimento em crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, falsidade ideológica, peculato e formação de quadrilha. Além da prisão, o magistrado determinou o afastamento de Antônio Teixeira de Oliveira, do vice Luís Flávio Mendes de Carvalho, e do vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Tárcido Francisco de Lima Baia.
Conforme a representação criminal feita pelo Ministério Público eles cometeram em 2008 desvio de recursos públicos, pagamentos indevidos, emissão de cheques para pagamentos de empresas não idôneas que fornecem notas fiscais frias e outras "condutas criminosas", causando "dano de grande monta ao erário municipal".
O clima em Senador Pompeu, a 275 quilômetrosde Fortaleza, é de incerteza. Os moradores fazem plantão em frente ao Paço Municipal, que está fechado. O petista foi reeleito em 2008 com a promessa de fazer um novo mercado público e um calçadão próximo a linha férrea. As obras estão paradas. O presidente da Câmara, vereador Ibervan Ramos, está só esperando a determinação judicial para assumir. Ele está preocupado em logo nomear seu secretariado.
O advogado do prefeito, Paulo Quezado, afirmou que vai provar em juízo a inocência do gestor. Segundo Quezado, não houve desvio de verbas em Senador Pompeu. O advogado prometeu entregar o prefeito à Justiça na tarde desta quarta-feira, 22, mas até às 17 horas não tinha cumprido a promessa.
Antônio Teixeira sofre ameaça de expulsão do PT. A prefeita de Fortaleza e presidenta estadual do PT, Luizianne Lins, já foi comunicada do pedido, que foi encaminhado ao Conselho de Ética.
Fonte: Estadao

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Morador grava ônibus escolar levando pessoas a casamento

Parece incrível, mais ainda deparamos com noticias dessa ordem. Tem pessoas que nos parece incompetentes para ocuparem cargos públicos

Em fim, parece que esse é o modo PESSEDEBISTA DE GOVERNAR.

O Blogueiro

O texto:

Cidadão de Florestal, em Minas, enviou ao Ministério Público filme que mostra uso irregular. Agora, prefeito pode perder mandato

Denise Motta, iG Minas Gerais | 23/06/2011 07:00

O prefeito de Pequi (a 120 quilômetros de Belo Horizonte), José Oliveira Alves (PSDB), está com o mandato ameaçado pelo Ministério Público Estadual. Ele autorizou o uso de um ônibus escolar para transporte de um grupo de pessoas a um casamento na cidade de Florestal, a 63 quilômetros de Belo Horizonte e a 55 quilômetros de Pequi. Por conta disso, o promotor André Luis Machado Arantes abriu investigação. Ficou constatada a irregularidade e, por isso, o promotor pede a cassação do mandato do prefeito e a perda de seus direitos políticos.
Leia mais notícias de Minas Gerais
“Ele alega que os custos com combustíveis foram pagos, mas sabemos que os custos de um veículo não se restringem a combustível. Ele foi enquadrado em improbidade administrativa porque se esqueceu do coletivo para beneficiar um pequeno grupo”, explica o promotor, emendando que o processo já foi remetido à justiça.

Foto: Reprodução Google Maps Ampliar
Pequi fica a 120 quilômetros de Belo Horizonte
O caso possui duas curiosidades. A primeira é que o prefeito não nega a irregularidade, mas diz não ver problemas porque os passageiros teriam pago o combustível. A segunda é que o fato veio à tona graças à filmagem de um morador de Florestal, que não quis se identificar.
Indignado, ele achou estranho ver um veículo escolar na tarde de sábado e identificou que o veículo era da cidade de Pequi. Ele começou a filmar com o celular e encaminhou a prova para o Ministério Público. Na filmagem, é nítida a informação no veículo de que sua utilização se restringe ao transporte escolar.
O vídeo também mostra que o motorista do escolar fez questão de estacioná-lo em uma rua menos movimentada, mas próximo à igreja onde acontecia a celebração de um casamento. “Estou gravando pessoas chegando de Pequi, em um ônibus escolar de prefeitura, para trazer pessoas para um casamento”, narra o autor do vídeo.
A filmagem revela ainda detalhes do veículo, como a placa (KMO 5826) e adesivos com os dizeres “Governo de Pequi”, na traseira. Na lateral, há a inscrição “Prefeitura de Pequi” e os dizeres “Uso exclusivo do convênio MEC (Ministério da Educação) FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) nº 750303/2000”.

Foto: Divulgação
Trecho do vídeo mostra ônibus deixando convidados do casamento perto da igreja
Procurado pelo iG, o prefeito de Pequi admitiu que o ônibus escolar foi utilizado para o transporte de passageiros a um casamento, no final do ano passado. Ele alegou que “um carro cedido pela prefeitura para levá-los quebrou no caminho e o escolar foi liberado para socorrer os convidados do casamento”.
O prefeito disse também não ver problemas no transporte porque os passageiros pagaram pelo combustível. “Eu tenho um ônibus que transporta trabalhadores para São José da Varginha (a 16 quilômetros de Pequi) e nós mandamos este carro para fazer o transporte (ao casamento), mas foi tudo certinho, aprovado com requerimento. Como o carro quebrou no caminho, o ônibus escolar foi socorrer. Não houve dano ao erário e a improbidade só existe se houver dano ao erário”, defendeu-se.
Questionado se era comum ceder carros públicos para transporte em eventos particulares, Alves disse não ver qualquer problema se os usuários pagarem pelo serviço. Sobre o pedido de cassação de seu mandato e direitos políticos, o prefeito alegou ainda não ter sido notificado. "Vamos esclarecer tudo no tempo certo."

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Anistiados: Minicom se reúne com anistiados dia 27, no Rio

Em 21/06/2011 às 22:14h

Vitória da categoria


Os trabalhadores da Telerj demitidos no governo Collor e anistiados no governo Lula, estão vivendo dias de muita alegria. Depois de amargar oito anos de massacre no governo Fernando Henrique Cardoso, eles foram efetivamente anistiados pelo governo Lula e estão voltando ao Ministério das Comunicações. A grande maioria será cedida para trabalhar em outros órgãos públicos federais.
          No dia 27, a partir das 10h, representantes do Minicom se reunirão com os anistiados na Delegacia do órgão no Rio (Rua 1º de Março, 64 - Centro). Essa reunião tem por objetivo informar sobre todo o processo de retorno e dar todas as instruções para a regularização funcional e tirar todas as dúvidas dos anistiados. Todos os 80 anistiados listados na portaria de nº 99 estão convocados para essa reunião.
          Mais que uma vitória desses bravos companheiros, o retorno dos anistiados é um exemplo para as novas gerações de trabalhadores. Ao longo de 21 anos eles enfrentaram as maiores dificuldades e necessidades, mas a maioria não desistiu da luta, o resultado é retorno vitorioso. A primeira portaria listou 80 anistiados, uma segunda lista acaba de ser divulgada com mais 13 nomes e a expectativa da comissão é de que todos sejam chamados. O Sindicato que sempre esteve ao lado desses companheiros só tem motivos para comemorar essa vitória.


NOTA DO BLOGUEIRO: 
          Essa, luta foi iniciada em 1993 e teve uma participação muito grande minha e de minha esposa, fizemos parte da primeira Coordenação Nacional desse movimento. Eu representava o Sinttel-Rio e Claudina o Sinttel-Minas, quando nos conhecemos.
         Em suma; essa vitoria tem tudo a ver com a minha casa, minha família, literalmente essa vitória é nossa. 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Risco Brasil X risco EUA: antagonismos da esperança e do medo

De: Rede Castorphoto
 
quinta-feira, 16 de junho de 2011
 

Risco Brasil X risco EUA: antagonismos da esperança e do medo

 

 
Risco Brasil menor: O sucesso brasileiro
 
A imagem que consagra o sucesso da economia brasileira, o acerto do rumo tomado desde 2003, aos trancos e barrancos, superando o diagnótico de primeiro de janeiro de 2003: o país estava quebrado. Não teria como honrar seus compromissos e os prognósticos eram sombrios, como inflação, desemprego, queda acentuada da renda do trabalhador, ou como diziam os "especialistas": ocorreria, inevitavelmente, caso os conselhos do mercado não fossem acatados, uma "argentinização" do Brasil, ou seja, a reprodução da grave crise econômica e social do nosso vizinho, pós Meném, que culminou com a renúncia de Fernando de La Rua e contínuos distúrbios nas ruas de Buenos Aires (...)
Risco EUA maior: fracasso americano, de Bush a Obama e uma possível onda ultra-conservadora
Por outro lado o que foi publicado hoje nos mostra o fracasso, contínuo e desenfreado da política econômica americana.

Uma completa e desanimadora superação de um modelo, não desviado totalmente por Obama. O país se sustenta em pilares pouco confiáveis e a piora sensível da percepção da incapacidade dos americanos honrarem suas dívidas e colapsarem o mercado mundial, mostra-se uma temeridade.

Obama não conseguiu consolidar a agenda da mudança, política e econômica, e da superação das armadilhas deixadas pelos republicanos.
Obama parece fracassar nestas duas premissas (...)
OU cole este endereço em seu navegador

terça-feira, 14 de junho de 2011

FDA admite: carne de frango contém cancerígeno

Enviado por luisnassif, sex, 10/06/2011 - 08:08
Do Natural News
Mike Adams
Depois de anos varrendo o problema para debaixo do tapete na esperança que ninguém notasse. O FDA finalmente admitiu que a carne de frango vendida nos EUA contém arsênio, uma substância química cancerígena que é fatal em doses elevadas. Mas a verdadeira história é de onde vem esse arsênio: Isso é adicionado à ração dos frangos de propósito! (é “fermento” para o crescimento dos galináceos, tu se lembras do boi Ben Johnson?).
Pior ainda, o FDA diz que a sua própria pesquisa mostra que o arsênio adicionado à ração acaba na carne do frango, onde é consumida pelos seres humanos. Assim, nos últimos sessenta anos, os consumidores americanos que comem frango convencional engoliram arsênio,
Até esse novo estudo, tanto a indústria de aves como o FDA negavam que o arsênio fornecido aos frangos permanecesse em sua carne. O conto de fadas contado para nós durante sessenta anos era a desculpa de que "o arsênio é excretado nas fezes das aves." Não há base científica para fazer uma afirmação dessas ... É só o que a indústria avícola queria que todos acreditassem.
Mas agora a evidência é tão inegável que o fabricante do produto conhecido como Roxarsone de alimentação avícola decidiu retira–lo das prateleiras (see here ). E qual é o nome deste fabricante que colocou arsênio na alimentação de frango durante todos esses anos? Pfizer, é claro (see here), - a mesma empresa que fabrica as vacinas contendo adjuvantes químicos que são injetados em crianças.
Tecnicamente, a empresa que faz o alimento, Roxarsone, para galinha é uma filial da Pfizer, chamada Alpharma LLC. Mesmo a Alpharma agora concordando em retirar essa substância química tóxica fora das prateleiras dos Estados Unidos, ela diz que não será necessário removê-lo de produtos para alimentação animal em outros países, a menos que seja forçado pelos reguladores locais. Conforme relatado por AP:
"Scott Brown, da divisão de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicina Veterinária da Saúde Animal da Pfizer disse que a empresa também vende o ingrediente em cerca de uma dúzia de outros países. Ele disse que a Pfizer está entrando em contato com às autoridades reguladoras nesses países e decidirá se irá vendê-lo numa base individual. (see here) – ( Minha observação: deverá distribuir através de um representante, que no Brasil poderá ser a Novartis, ou não?)
Arsênio? Coma mais! Yo!
Mas, mesmo com o produto contendo arsênio sendo retirado das prateleiras, o FDA continua a sua campanha de negação, afirmando que o arsênio em frangos está em um nível tão baixo que ainda é seguro comer. Isso é o mesmo que o FDA dizer que o arsênio é uma substância cancerígena, o que significa que aumenta o risco de câncer.
O Conselho Nacional do Frango concorda com o FDA. Em um comunicado emitido em resposta à notícia de que o Roxarsone seria retirado das prateleiras das casas de ração, ele declarou: "É seguro comer frango" muito embora admitisse que o arsênio seja utilizado em muitos lotes de aves em crescimento e vendido como carne de frango nos Estados Unidos.
O que há de surpreendente nisso tudo é que o FDA diz ao consumidor que é seguro comer arsênio cancerígeno, mas que é perigoso beber o suco de sabugueiro! O FDA, recentemente, conduziu uma invasão armada a um fabricante de suco de sabugueiro, acusando-o de "crime" de vender "drogas não aprovadas." Que droga é essa? O suco de sabugueiro, explica o FDA. Dá para entender? O suco de sabugueiro magicamente torna-se uma "droga" se você disser às pessoas que esse mato pode ajudar a saúde.
A FDA também foi atrás de dezenas de outras empresas que vendem produtos naturais à base de plantas ou produtos nutricionais que suportam a saúde. Além disso, está travando uma guerra ao leite puro, dizendo que é perigoso. Então, agora na América, temos uma agência reguladora de alimentos e medicamentos que diz que é bom comer arsênio, mas é perigoso beber suco de sabugueiro ou leite puro. 
Coma mais veneno, em outras palavras, mas não consuma qualquer alimento que cura. Esse é o FDA, matando os americanos um pouco a cada refeição e protegendo o lucro das próprias empresas que estão nos envenenando com seus ingredientes mortais.
Ah, por falar nisso, aqui vai outro fato pouco doce e perturbador, você provavelmente não sabia sobre hambúrgueres e a carne de vaca convencional: O estrume de frango,  rico em arsênio, é fornecido ao gado de corte em confinamento. Assim, o arsênio, que é defecado pelos frangos e depois consumido fica concentrado nos tecidos do bovino, que depois é transformado em hambúrguer para ser consumido pelas massas sem noção, que sequer sabem que estão,
indiretamente, comendo titica de galinha arsenificada.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

NÓS VENCEMOS!!!!!!!!!!!!!!!!

STF apóia Lula, derrota Berlusconi e Gilmar Mendes e solta Battisti

          Supremo Tribunal Federal reconhece direito político de o ex-presidente Lula conceder refúgio ao ativista Cesare Battisti e manda soltar o italiano. Relator do caso, Gilmar Mendes votou contra Battisti e Lula e apoiou reclamação do governo Silvio Berlusconi, que insistia na extradição. Mas, junto com o presidente do STF, Cezar Peluso, foi derrotado pela maioria da Corte. Advogados vão pedir visto permanente para Battisti, que deve voltar a ser escritor.

André Barrocal

          BRASÍLIA – Preso há quatro anos num presídio do Distrito Federal, o ativista político italiano Cesare Battisti deve ser solto nesta quinta-feira (09/06) e, logo em seguida, pedir ao Conselho Nacional de Imigração um visto para permanecer de forma definitiva no Brasil. Depois, decidirá se fica em Brasília, muda-se para o Rio de Janeiro, onde tem amigos, ou para São Paulo, onde está a editora de livros com a qual trabalhava antes da detenção e pela qual quer retomar a atividade de escritor.
          O alvará de soltura de Battisti foi assinado na noite desta quarta-feira (08/06) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, depois de um julgamento de mais de seis horas em que o STF apoiou o direito do ex-presidente Lula de conceder refúgio ao ativista e rejeitou a tentativa do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, de obter a extradição do compatriota.
          O Supremo libertou Battisti por 6 votos a 3, numa decisão em que os ministros se dividiram entre duas posições. A vitoriosa defendeu encarar o caso como uma questão política. Como presidente da República, Lula tinha soberania para decidir dar ou não abrigo ao italiano, e depois que arcasse com as consequências políticas – reação internacional negativa, processo no Tribunal Internacional de Haia ou por crime de responsabilidade no Congresso Nacional, por exemplo.
          Essa tese prevaleceu mesmo diante do fato de que a própria Corte opinara, no ano passado, e também por maioria, que Battisti, acusado de quatro assassinatos, não merecia refúgio. “O ato do presidente da República é um ato de soberania, e é ele quem conduz a política internacional [do Brasil]”, disse o ministro Marco Aurélio Mello, que votou pela libertação de Battisti.
          A Corte havia se reunido para discutir a situação do italiano por causa de uma reclamação do governo Berlusconi contra o asilo concedido por Lula em 31 de dezembro de 2010, último dia do mandato do ex-presidente. Mesmo depois do refúgio, há mais de cinco meses, Battisti continuava preso, devido a esta reclamação.
          Favorável à contestação de Berlusconi, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, liderou a corrente derrotada, que preferiu encarar o assunto como algo “jurídico”. Nesta interpretação, Lula tinha obrigação de cumprir a postura pró-extradição manifestada pelo Supremo em 2010, e não de considerá-la apenas como uma opinião na sua (dele, Lula) tomada de decisão.
          Mendes amparou o voto no fato de existir um tratado entre Brasil e Itália que aborda o tema "refúgio". Para ele, o tratado tem valor legal dentro no Brasil e devia ser seguido como uma lei qualquer. “Para inventar um espaço livre para o presidente da República, tem de reescrever a Constituição”, afirmou Mendes.
           “O que está em jogo aqui não é o presente ou o futuro de um homem, é a soberania do país”, disse o ministro Luiz Fux, que votou contra o relator. Para o ministro Carlos Ayres Brito, outro voto oposto a Gilmar Mendes, Lula decidiu, sim, com base no tratado, cuja observância é voluntária. Ou seja, o país que o assina segue enquanto achar conveniente, e o outro lado pode ficar insatisfeito e desistir do tratado também.
          Até quem tinha opinado pela extradição de Battisti no julgamento do ano passado, como o ministro Ricardo Lewandowski, que entendia haver o italiano praticado crimes comuns, e não políticos, defendeu que Lula tinha "soberania" para decidir como achasse melhor.
          Gilmar Mendes foi derrotado junto com a ministra Ellen Gracie e o próprio do presidente do STF, Cezar Peluso. Os três rejeitaram a idéia de que a Corte estava diante de uma questão política e defenderam que seria preciso “limitar” o poder do presidente da República.
          Após o julgamento, acompanhado do lado de fora do STF por simpatizantes de Battisti que gritavam contra Gilmar Mendes, o advogado do militante, Luis Roberto Barroso, comemorou a decisão do Supremo de reconhecer o direito do ex-presidente de decidir de forma “soberana” pelo refúgio.
          Barroso lamentou a perseguição política de que seu cliente foi vítima durante anos. "Ele é uma figura menor de uma organização de esquerda menor, é quase inacreditável que a Itália tenha tornado ele um símbolo de terrorista”, afirmou. “O uso da expressão terrorista é uma ofensa parta um velho militante comunista", completou.
          O advogado disse estar otimista quanto à obtenção de visto permanente por Battisti já que, se o Brasil concedeu refúgio, é porque o aceitaria tê-lo vivendo aqui. Já o primeiro advogado do italiano, Luiz Eduardo Greenhalgh, que estava presente ao STF, informou que Battisti vai decidir com calma qual será seu destino – Brasília, Rio ou São Paulo – e que o ativista tem a intenção de escrever um livro sobre seu caso.





CORTE NOS CURSOS JURÍDICOS

O Estado de S.Paulo - 06/06/2011

          Menos de um mês após ter sido criada pelo Ministério da Educação (MEC) para aliviar a carga de trabalho da Secretaria de Ensino Superior (Sesu), assegurando o cumprimento da legislação federal pelas instituições públicas confessionais e particulares de ensino superior e fiscalizando a educação superior presencial e a distância, bem como a educação profissional e tecnológica, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior tomou duas importantes decisões relativas aos cursos jurídicos.

          A nova Secretaria obrigou 136 cursos a cortar 10.912 vagas nos próximos vestibulares. Os cortes variam entre 15 % e 65% do total de vagas ofertadas por faculdades de direito particulares que receberam as notas mais baixas e os piores conceitos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD).

          E, como forma de estímulo às 33 faculdades privadas mais bem avaliadas pelo MEC - que, além dos resultados do Enade e do IDD, leva em conta a proporção de professores com mestrado e doutorado, o regime de trabalho docente, a organização didático-pedagógica da instituição e a opinião dos alunos -, foram autorizadas pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior a criar 4.214 novas vagas. Há um ano o MEC não autorizava a abertura de novas vagas na área de direito.

         As duas decisões têm caráter transitório. Se as 136 faculdades mal avaliadas conseguirem melhorar a qualidade de seus cursos de graduação, o corte de vagas será suspenso. Se nas duas próximas avaliações os cursos permanecerem com os conceitos 1 e 2, numa escala de 1 a 5, os cortes de vagas serão mantidos. O mesmo pode ocorrer com as 33 instituições que foram autorizadas a criar 4.214 novas vagas. Se caírem no ranking das avaliações do ensino superior, elas serão obrigadas a "devolver" essas vagas. A intenção do MEC é estabelecer um máximo de 100 vagas no primeiro ano de cada novo curso jurídico, para garantir a qualidade do ensino. Para os técnicos e avaliadores do Ministério e para a Comissão de Ensino do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), quanto maior é o número de alunos de um curso de direito, mais baixa tende a ser sua qualidade.

          Com essas decisões, a Secretaria exibe uma estratégia nova, que pune as instituições universitárias mal avaliadas sem, contudo, fechar os cursos por elas mantidos. Entre 2007 e 2010, o MEC fechou três cursos de graduação em direito. Medida bastante drástica, o fechamento de cursos prejudica os estudantes, gera um sem-número de processos judiciais e desestimula as entidades mantenedoras dos piores cursos a formular novos projetos pedagógicos e investir na capacitação de seu corpo docente.

          Pela nova estratégia, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior quer substituir as vagas das escolas de má qualidade por outras em escolas de melhor qualidade. A nova estratégia também tem a vantagem de permitir ao MEC reduzir a oferta de vagas nos cursos de graduação considerados saturados - ou seja, com número excessivo de alunos. E é esse o caso da área de direito. Com mais de 1,1 mil faculdades públicas, confessionais e privadas em funcionamento, a área de direito tem 651.730 alunos - o que representa cerca de 11% do total de matrículas nos cursos de graduação do País. É por causa da má qualidade do ensino oferecido por muitos cursos e do alto número de bacharéis por eles formados que os exames de habilitação da OAB, em muitos Estados, batem recordes sucessivos de reprovação.

         Além da área de direito, os cursos de pedagogia e de medicina já foram objeto dos processos de "supervisão especial" do MEC. Agora, segundo os técnicos da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, não há previsão de novas supervisões nessas áreas. Mas, dependendo dos resultados das medidas impostas aos cursos jurídicos, a ideia é estendê-las progressivamente a todas as demais áreas, quando for necessário.

(*) Para acesso ao inteiro teor da postagem CLIQUE AQUI ou então visite o blog InfoBRASIL , a realidade nua e crua, doa em quem doer (www.infobrasil.spaceblog.com.br).

(*) Texto publicado também na seçãoJBWiki - www.brasilwiki.com.br).

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          Esta mensagem objetiva estimular o exercício dos direitos e deveres de cidadania. Se você tem uma contribuição, uma opinião ou contestação não hesite em apresentá-la que será devidamente considerada e ponderada.

COMENTÁRIOS JÁ RECEBIDOS:
Algum esforço tem sido feito para melhorar o ensino superior no Brasil que está calamitoso. Claro que com o vertiginoso crescimento do número de faculdades e de cursos nestes últimos dez anos não é possível a curto prazo fazer elevar o nível acadêmico de forma linear em todo o sistema de ensino superior. Mas é alvissareiro que alguma providência tem sido tomada.


No longo prazo será possível detectar que não é viável obter melhor nível acadêmico com cursos noturnos, criados adredemente para aqueles que não podem frequentar um curso ao longo do dia. E deste fato se pode induzir de imediato que os cursos noturnos são especificamente destinados aos jovens que não podem ter um desempenho acadêmico de melhor qualidade. Aliás os cursos noturnos acabam por ter deletéria influência sobre os diurnos: sabendo que frequentando a faculdade somente a noite é possível auferir rendimento num emprego, o aluno do curso diurno procura logo a transferência pra um noturno. Ou seja, os cursos noturnos nivelam o ensino superior por baixo.

Didymo Borges


O ensino superior brasileiro teve grande expansão em termos quantitativos nesta última década sem que houvesse preocupação com metas qualitativas., gerando um verdadeiro caos com raros centros de excelência. Como está o sistema mais corrompe o jovem que o instrui, qualifica e prepara para as atividades laborais. 


Didymo Borges



quarta-feira, 8 de junho de 2011

PT elege mais dois prefeitos no Pará em eleições suplementares

7 junho 2011  
          Mais dois municípios do Pará agora contam com prefeituras administradas pelo Partido dos Trabalhadores. Em eleições suplementares, realizada no último domingo (05), as cidades de Bujaru e Brasil Novo elegeram prefeitos do PT. Em Bujaru, Lúcio Bessa, da coligação PT/PSDC/PCdoB, venceu com 62.02% dos votos. Já em Brasil Novo, Alexandre Lunelli, da coligação PT/PMDB/PV, foi eleito com 55,94% dos votos válidos.
          Com o resultado, o PT chega agora a marca de 29 prefeituras em todo o estado. Um número que mostra o crescimento satisfatório do partido nos últimos anos. De acordo com o presidente do PT/Pará, João Batista, a vitória do Partido dos Trabalhadores nesses municípios consolida a força do partido no estado. “Não podemos esquecer que elegemos duas prefeituras sem estar ocupado nenhum cargo no governo estadual. Isso prova o quanto a população ainda confia no PT e nosso programa de gestão”, afirmou.
          Tanto em Bujaru quanto em Brasil Novo o processo que levou a uma nova eleição foi a cassação dos ex-prefeitos pela Justiça Eleitoral. No município de Bujaru, a ex-prefeita foi cassada em abril de 2009 após a comprovação de um inquérito sobre compra de votos durante a campanha. O cargo então foi assumido pelo vice-prefeito Junior Marques, mas como este tinha pendências na Justiça teve que abandonar a gestão, que passou a ser exercida pelo presidente da Câmara Municipal na época, o atual prefeito eleito, Lucio Bessa. Já em Brasil Novo, como o ex-prefeito cassado obteve mais de 50% dos votos válidos, foi determinado pela Justiça que o município fizesse uma nova eleição.

Operação Tomahawk apreende 37 ônibus da Auto Viação 1001

7 junho 2011 
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          O Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) deu início, nesta segunda-feira, à Operação Tomahawk, cujo objetivo é combater as irregularidades em alvos certos, neste caso as empresas que apresentam maior número de reclamações na Ouvidoria ou de infrações detectadas nas fiscalizações diárias. Neste primeiro dia, 37 veículos da Auto Viação 1001 foram retirados de circulação. A empresa foi escolhida como primeiro “alvo”, já que apresenta o maior volume de autuações desde janeiro e está entre as cinco mais citadas com reclamações no órgão. Além disso, foram emitidas outras 17 multas.
Em Campos, foram recolhidos oito ônibus, sendo três sem selo, três em mau estado de conservação e dois por documentação irregular. Os fiscais ainda aplicaram uma multa por operar linhas sem registro e outra pela supressão do trajeto Barra do Itabapoana – Macaé. Em Bom Jesus do Itabapoama, a empresa recebeu três multas, uma por operar com ônibus da frota interestadual, uma por operar sessão não autorizada e duas por supressão de linha (Bom Jesus – Arraial do Cabo e Bom Jesus – Rio de Janeiro). Já em Macaé, cinco coletivos foram apreendidos com documentação irregular
          Equipes atuaram em todo o estado. Na rodoviária Novo Rio, 11 ônibus foram apreendidos, a maior parte por mau estado de conservação. Os fiscais também recolheram ônibus por alteração de características e documentação irregular. A empresa ainda recebeu três multas por operação de linha não autorizada e descumprimento do quadro de horários. Já em Niterói, três veículos foram recolhidos, dois com documentação irregular e um por falta de lacre na placa.
          Em Rio das Ostras, um veículo sem selo de vistoria e com documentação irregular foi recolhido à garagem, além de um ônibus multado por não ter adesivo com telefone da ouvidoria do Detro. Em Arraial do Cabo, foram emitidas seis multas, uma por falta de adesivo com o telefone da ouvidoria e cinco por deixar de operar linhas, deixando de fazer a ligação com os municípios de Itaperuna, Carapebus, Córrego do Ouro, Macaé e Bom Jesus de Itabapoama. Em Búzios, os fiscais aplicaram mais duas infrações pela supressão das linhas Búzios – Campos e Búzios Macaé.
          Os fiscais ainda recolheram dois veículos no terminal de Cardoso Moreira, outros três em Cabo Frio e três Itaperuna.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

GTE do PT, realiza reunião em Itaperuna.


6 junho 2011 0 Comentários

Em reunião realizada neste domingo (05-06) em Itaperuna, o Partido dos Trabalhadores, deu mais um importante passo em relação as eleições de 2012.
Com a presença do secretario geral do diretório estadual Lourival Caçula, com o Grupo de Trabalho Eleitoral, foram pontuados as principais metas para uma campanha vitoriosa no noroeste, dentre elas a possibilidade do PT ter candidatos a prefeito em pelo menos 06 cidades da região, o que reforça uma ampliação, do numero de vereadores.
A avaliação do cenário político de cada município, a construção da Reforma Política, metas e estratégias eleitorais do partido com vistas às eleições municipais de 2012, e o levantamento das prioridades políticas, foram alguns dos objetos de discussão.
Participaram da reunião os diretórios de Itaperuna, Natividade, Laje do Muriae, Italva, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Aperibe, Miracema e São Jose de Ubá.

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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Matando Saudades

Estive ontem estive em Campos dos Goytacazes numa reunido convocada pela  APAS - Associação dos Empregados, Aposentados e Pensionistas do Setor de Telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro. Que veio discutir com os associados da região a questão do superávit do Plano PBS-A, que contempla só os aposentados e pensionistas da TELEBRAS, portanto é um plano fechado que contempla 24000 associados.
Há uma luta travada pela APAS-RJ para que os valores que não cabem discursão sejam pagos imediatamente, Isso equivale a aproximadamente 4 salários complementação de cada assistido.
Bem, a reunião foi boa, melhor foi rever vários companheiros que não víamos a mais de 20 anos. Olhemos as fotos: 

























quarta-feira, 1 de junho de 2011

O MANIFESTO DOAS PROFESSORES DE PORTUGUÊS

Desinformação e desrespeito na mídia brasileira « Nossa Língua Brasileira (NLB)


Desinformação e desrespeito na mídia brasileira

Por alguma razão escondida dentro de cada um de nós que escrevemos esse texto tivemos como escolha profissional o ensino de língua (materna ou estrangeira). Por algum motivo desconhecido, resolvemos abraçar uma das profissões mais mal pagas do nosso país. Não quisemos nos tornar médicos, advogados ou jornalistas. Quisemos virar professores. E para fazê-lo, tivemos que estudar. Estudar, para alguém que quer ensinar, tem uma dimensão profunda. Foi estudando que abandonamos muitas visões simplistas do mundo e muito dos nossos preconceitos.

Durante anos debatemos a condição da educação no Brasil; cotidianamente aprofundamo-nos sobre a realidade do país e sobre uma das expressões culturais mais íntimas de seus habitantes: a sua língua. Em várias dessas discussões utilizamos reportagens, notícias, ou fatos trazidos pelos jornais.

Crescemos ouvindo que jovem não lê jornal e que a cada dia o brasileiro lê menos. A julgar por nosso cotidiano, isso não é verdade. Tanto é que muitos de nós, já indignados com o tratamento dado pelo Jornal Nacional à questão do material Por uma vida melhor, perdemos o domingo ao, pela manhã, lermos as palavras de um dos mais respeitados jornalistas do país criticando, na Folha de S. Paulo, a valorização dada pelo material ao ensino das diferentes possibilidades do falar brasileiro. E ficamos ainda mais indignados durante a semana com tantas reportagens e artigos de opinião cheios de ideias equivocadas, ofensivas, violentas e irresponsáveis. Lemos textos assim também no Estado de São Paulo e nas revistas semanais Veja e IstoÉ.

Vimos o Jornal Nacional colocar uma das autoras do material em posição humilhante de ter que se justificar por ter conseguido fazer uma transposição didática de um assunto já debatido há tempos pelos grandes nomes da Linguística do país – nossos mestres, aliás. O jornalista Clovis Rossi afirmou que a língua que ele julga correta é uma “evolução para que as pessoas pudessem se comunicar de uma maneira que umas entendam perfeitamente as outras” e que os professores têm o baixo salário justificado por “preguiça de ensinar”. Uma semana depois, vimos Amauri Segalla e Bruna Cavalcanti narrarem um drama em que um aluno teria aprendido uma construção errada de sua língua, e afirmarem que o material “vai condenar esses jovens a uma escuridão cultural sem precedentes“. Também esses dois últimos jornalistas tentam negar a voz contrária aos seus julgamentos, dizendo que pouquíssimos foram os que se manifestaram, e que as ideias expressas no material podem ter sucesso somente entre alguns professores “mais moderninhos”. Já no Estado de São Paulo vimos um economista fazendo represálias brutas a esse material didático. Acreditamos que o senhor Sardenberg entenda muito sobre jornalismo e economia, porém fica nítida a fragilidade de suas concepções sobre ensino da língua. A mesma desinformação e irresponsabilidade revelou o cineasta Arnaldo Jabor, em seu violento comentário na rádio CBN.

Ficamos todos perplexos pela falta de informação desses jornalistas, pela inversão de realidade a que procederam, e, sobretudo, pelo preconceito que despejaram sem pudor sobre seus espectadores, ouvintes e leitores, alimentando uma visão reduzida ao senso comum equivocado quanto ao ensino da língua. A versão trazida pelos jornais sobre a defesa do “erro” em livros didáticos, e mais especificamente no livro Por uma vida melhor, é uma ofensa a todo trabalho desenvolvido pelos linguistas e educadores de nosso país no que diz respeito ao ensino de Língua Portuguesa.

A pergunta inquietante que tivemos foi: será que esses jornalistas ao menos se deram o trabalho de ler ou meramente consultar o referido livro didático antes de tornar públicas tão caluniosas opiniões? Sabemos que não. Pois, se o tivessem feito, veriam que tal livro de forma alguma defende o ato de falar “errado”, mas sim busca desmistificar a noção de erro, substituindo-a pela de adequação/inadequação. Isso porque, a Linguística, bem como qualquer outra ciência humana, não pode admitir a superioridade de uma expressão cultural sobre outra. Ao dizer que a população com baixo grau de escolaridade fala “errado”, o que está-se dizendo é que a expressão cultural da maior parte da população brasileira é errada, ou inferior à das classes dominantes. Isso não pode ser concebido, nem publicado deliberadamente como foi nos meios de comunicação. É esse ensinamento básico que o material propõe, didaticamente, aos alunos que participam da Educação de Jovens e Adultos. Mais apropriado, impossível. Paulo Freire ficaria orgulhoso. Os jornalistas, porém, condenam.

Sabemos que os veículos de comunicação possuem uma influência poderosa sobre a visão de mundo das pessoas, atuam como formadores de opinião, por isso consideramos um retrocesso estigmatizar certos usos da língua e, com isso, o trabalho de profissionais que, todos os dias, estão em sala de aula tentando ir além do que a mera repetição dos exercícios gramaticais mecânicos, chamando atenção para o caráter multifacetado e plural do português brasileiro e sua relação intrínseca com os mais diversos contextos sociais.

A preocupação dos senhores jornalistas, porém, ainda é comum. Na base de suas críticas aparecem, sobretudo, o medo da escola não cumprir com seu papel de ensinar a norma culta aos falantes. Entretanto, se tivessem lido o referido material, esse medo teria facilmente se esvaído. Como todo linguista contemporâneo, os autores deixam claro, na página 12, que “Como a linguagem possibilita acesso a muitas situações sociais, a escola deve se preocupar em apresentar a norma culta aos estudantes, para que eles tenham mais uma variedade à sua disposição, a fim de empregá-la quando for necessário“. Dessa forma, sem deixar de valorizar a norma escrita culta – necessária para atuar nas esferas profissional e cultural, e logo, determinante para a ascensão econômica e social de seus usuários, embora não suficiente – o material consegue promover o debate sobre a diversidade linguística brasileira. Esse feito, do ponto de vista de todos que produzimos e utilizamos materiais didáticos, é fundamental.

Sobre os conteúdos errôneos que foram publicados pelos jornais e revistas, foi possível ver que, após uma semana, as respostas dadas pelos educadores, estudiosos da linguagem e, sobretudo, da variação linguística, já foram bastante elucidativas para informar esses profissionais do jornalismo. Infelizmente alguns jornalistas não os leram. Mas ainda dá tempo de aprender com esses textos. Leiam as respostas de linguistas tais como Luis Carlos Cagliari, Marcos Bagno, Carlos Alberto Faraco, Sírio Possenti, e de educadores tais como Maria Alice Setubal e Maurício Ernica, entre outros, publicadas em diversas fontes, como elucidativas e representativas do que temos a dizer. Aliás, muito nos orgulha a paciência desses autores – foram verdadeiras aulas para alunos que parecem ter que começar do zero. Admirável foram essas respostas calmas, respeitosas e informativas, verdadeiras lições de Linguística, de Educação – e de atitude cidadã, diga-se de passagem – para “formadores de opinião” que, sem o domínio do assunto, resolveram palpitar, julgar e até incriminar práticas e as ideias solidamente construídas em pesquisas científicas sobre a língua ao longo de toda a vida acadêmica de vários intelectuais brasileiros respeitados, ideias essas que começam, aos poucos, a chegar à realidade das escolas.

Ao final de anos de luta para podermos virar professores, ao invés de vermos nossos pensadores, acadêmicos, e professores valorizados, vimos a humilhação violenta que eles sofreram. Vimos, com isso, a humilhação que a academia e que os estudos sérios e profundos podem sofrer pela mídia desavisada (ou maldosa). O poder da mídia foi assustador. Para os alunos mais dispersos, algumas concepções que levaram anos para serem construídas foram quebradas em instantes. Felizmente, esses são poucos. Para grande parte de nossos colegas estudantes de Letras o que aconteceu foi um descontentamento geral e uma descrença coletiva nos meios de comunicação.

A descrença na profissão de professor, que era a mais provável de ocorrer após tamanha violência e irresponsabilidade da mídia, essa não aconteceu – somente por conta daquele nosso motivo interno ao qual nos referimos antes. Nossa crença de que a educação é a solução de muitos problemas – como esse, por exemplo – e que é uma das profissões mais satisfatórias do mundo continua firme. Sabemos que vamos receber baixos salários, que nossa rotina será mais complicada do que a de muitos outros profissionais, e de todas as outras dificuldades que todos sabem que um professor enfrenta. O que não sabíamos é que não tínhamos o apoio da mídia, e que, pior que isso, ela se voltaria contra nós, dizendo que o baixo salário está justificado, e que não podemos reclamar porque não cumprimos nosso dever direito.

Gostaríamos de deixar claro que não, ensinar gramática tradicional não é difícil. Não temos preguiça disso. Facilmente podemos ler a respeito da questão da colocação pronominal, passar na lousa como os pronomes devem ser usados e dizer para o aluno que está errado dizer “me dá uma borracha”. Isso é muito simples de fazer. Tão simples que os senhores jornalistas, que não são professores, já corrigiram o material Por uma vida melhor sobre a questão do plural dos substantivos. Não precisa ser professor para fazer isso. Dizer o que está errado, aliás, é o que muitos fazem de melhor.

Difícil, sabemos, é ter professores formados para conseguir promover, simultaneamente, o debate e o ensino do uso dos diversos recursos linguísticos e expressivos do português brasileiro que sejam adequados às diferentes situações de comunicação e próprios dos inúmeros gêneros do discurso orais e escritos que utilizamos. Esse professor deve ter muito conhecimento sobre a linguagem e sobre a língua, nas suas dimensões linguísticas, textuais e discursivas, sobre o povo que a usa, sobre as diferentes regiões do nosso país, e sobre as relações intrínsecas entre linguagem e cultura.

Esse professor deve ter a cabeça aberta o suficiente para saber que nenhuma forma de usar a língua é “superior” a outra, mas que há situações que exigem uma aproximação maior da norma culta e outras em que isso não é necessário; que o “correto” não é falar apenas como paulistas e cariocas, usando o globês; que nenhum aluno pode sair da escola achando que fala “melhor” que outro, mas sim ciente da necessidade de escolher a forma mais adequada de usar a língua conforme exige a situação e, é claro, com o domínio da norma culta para as ocasiões em que ela é requerida. Esse professor tem que ter noções sobre identidade e alteridade, tem que valorizar o outro, a diferença, e respeitar o que conhece e o que não conhece.

Também esse professor tem que ter muito orgulho de ser brasileiro: é ele que vai dizer ao garoto, ao ensinar o uso adequado da língua nas situações formais e públicas de comunicação, que não é porque a mãe desse garoto não usa esse tipo de variedade lingüística, a norma culta, não conjuga os verbos, nem usa o plural de acordo com uma gramática pautada no português europeu, que ela é ignorante ou não sabe pensar. Ele vai dizer ao garoto que ele não precisa se envergonhar de sua mãe só porque aprendeu outras formas de usar o português na escola, e ela não. Ele vai ensinar o garoto a valorizar os falares regionais, e ser orgulhoso de sua família, de sua cultura, de sua região de origem, de seu país e das diferenças que existem dentro dele e, ao mesmo tempo, a ampliar, pelo domínio da norma culta, as suas possibilidades de participação na sociedade e na cultura letrada. O Brasil precisa justamente desse professor que esses jornalistas tanto incriminaram.

Formar um professor com esse potencial é o que fazem muitos dos intelectuais que foram ofendidos. Para eles, pedimos que esses jornalistas se desculpem. E os agradeçam. E, sobretudo, antes de os julgarem novamente, leiam suas publicações. Ironicamente, pedimos para a mídia se informar.

Nós somos a primeira turma a entrar no mercado de trabalho após esse triste ocorrido da imprensa. Somos muito conscientes da luta que temos pela frente e das possibilidades de mudança que nosso trabalho promove. Para isso, estudamos e trabalhamos duro durante anos. A nós, pedimos também que se desculpem. E esperamos que um dia possam nos agradecer.

Reafirmamos a necessidade de os veículos de comunicação respeitarem os nossos objetos de estudo e trabalho — a linguagem e o língua portuguesa usada no Brasil —, pois muitos estudantes e profissionais de outras áreas podem não perceber tamanha desinformação e manipulação irresponsável de informação, e podem vir a reproduzir tais concepções simplistas e equivocadas sobre a realidade da língua em uso, fomentando com isso preconceitos difíceis de serem extintos.

Sabemos que sozinhos os professores não mudam o mundo. Como disse a Professora Amanda Gurgel, em audiência pública no Rio Grande do Norte, não podemos salvar o país apenas com um giz e uma lousa. Precisamos de ajuda. Uma das maiores ajudas com as quais contamos é a dos jornalistas. Pedimos que procurem conhecer as teorias atuais da Educação, do ensino de língua portuguesa e da prática que vem sendo proposta cotidianamente no Brasil. Pedimos que leiam muito, informem-se. Visitem escolas públicas e particulares antes de se proporem a emitir opinião sobre o que deve ser feito lá. Promovam acima de tudo o debate de ideias e não procedam à condenação sumária de autores e obras que mal leram. Critiquem as assessorias internacionais que são contratadas reiteradamente. Incentivem o profissional da educação. E nunca mais tratem os professores como trataram dessa vez. O poder de vocês é muito grande – a responsabilidade para usá-lo deve ser também.

Alecsandro Diniz Garcia, Ana Amália Alves da Silva, Ana Lúcia Ferreira Alves, Anderson Mizael, Jeferson Cipriano de Araújo, Laerte Centini Neto, Larissa Arrais, Larissa C. Martins, Laura Baggio, Lívia Oyagi, Lucas Grosso, Maria Laura Gándara Junqueira Parreira, Maria Vitória Paula Munhoz, Nathalia Melati, Nayara Moreira Santos, Sabrina Alvarenga de Souza e Yuki Agari Jorgensen Ramos – formandos 2011 em Letras da PUC-SP, futuros professores de Língua Portuguesa e Língua Inglesa.