Paulo Roberto é Pedagogo, Sindicalista e Petista.

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Dever cumprido é fruto da ousadia de um velho militante das lutas democráticas e sociais do nosso Brasil, que entende que sem uma interação rápida, ágil, eficiente e livre com o que rola pelo mundo, a democracia é pífia.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Temer nomeia deputada cassada para superintendência do Ibama em SP

Ex-deputada estadual pelo mesmo partido do presidente interino, Vanessa Damo estava sem cargo público desde 19 de maio, após o TSE cassar seu mandato


A ex-deputada estadual Vanessa Damo (PMDB) foi nomeada nesta quarta-feira como superintendente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) no Estado de São Paulo, autarquia federal vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e que é responsável pela execução da Política Nacional do Meio Ambiente. A peemedebista teve o cargo de parlamentar cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Vanessa é do mesmo partido do presidente interino Michel Temer.
A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União e a data da posse no cargo ainda não foi definida. O convite partiu do próprio Temer, de quem a peemedebista sempre foi aliada.

“Fico muito honrada pelo convite do Michel Temer para assumir um cargo de grande relevância no governo federal. Tenho especialização técnica na área.. Pela primeira vez na minha vida pública, vou poder exercer um cargo executivo. Me sinto muito preparada e motivada para este novo desafio”, disse Vanessa por meio de nota.
Desde 2012, Vanessa foi acusada de ser responsável pela distribuição de panfletos apócrifos contra o prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), durante a campanha eleitoral de 2012, quando ambos foram adversários.
A deputada foi responsabilizada pela confecção de um jornal no qual associou-se Donisete à morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), assassinado em 2002. Donisete entrou com um processo na Justiça Eleitoral de Mauá e foi bem sucedido na ação, resultando agora na cassação do mandato da adversária política.

ERIC NEPOMUCENO: GOLPE IDIOTIZOU CLASSE MÉDIA

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Miriam: a Caixa agora é dos ricos

Danem-se os pobres
A propósito de uma decisão do governo interino de a Caixa Econômica Federal passar a financiar imóveis de até R$ 3 milhões - o valor máximo, hoje, é de R$ 1,5 milhão -, o Conversa Afiada entrevistou a ministra Miriam Belchior, que também foi presidenta da Caixa.
PHA: Ministra, como a senhora explica essa decisão?
Miriam Belchior: Acho que quem tem que explicar é o governo interino. Tenho só a lamentar que um banco público como a Caixa mude a sua orientação e passe a fazer financiamento de um montante tão alto. Imagine o que é um imóvel de R$ 3 milhões, que se localiza, por exemplo, numa cidade como São Paulo. Quantos quartos ou suítes, quantas vagas de garagem. E a gente sabe que 80% do déficit habitacional do país fica na faixa de até três salários mínimos. Ao mesmo tempo em que puxa para R$ 3 milhões, congela este ano contratações para a Faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida - famílias com renda de até R$ 1,8 mil mensais. Acho que essa é a grande questão: o recurso sendo usado para imóveis de valor muito mais alto, enquanto que a população que mais precisa fica sem alternativa.
PHA: A senhora, que conhece a contabilidade da Caixa Econômica Federal, como explicaria isso diante dos recursos disponíveis da Caixa hoje?
Miriam: Olha, eu não vi com detalhes a decisão, mas na verdade a Caixa, aparentemente, está contratando abaixo do que está orçado para o ano. Ela tem os recursos e não consegue contratar tudo o que está disponível. Por isso está ampliando o teto do valor do imóvel. Considero que isso não é o mais adequado para um banco público.
PHA: Seria essa - especulação minha - uma medida para atrair interesses da indústria da construção civil?
Miriam: É, pode ser que seja, não sei dizer o que é que está movendo essa decisão. Acho que o que é muito mais importante, e que mostra bem o que é o governo interino, é nenhuma preocupação com quem mais precisa. Então, aumenta para R$ 3 milhões, garante o financiamento para quem tem renda muito alta e congela todas as contratações para as famílias de baixa renda.
PHA: Qual seria a faixa do mercado que poderia atender o consumidor de um imóvel de R$ 3 milhões?
Miriam: Certamente insignificante, porque considerando a renda da população brasileira. Quem tem condição de comprar um imóvel de R$ 3 milhões, mesmo financiando, precisa de uma renda muito alta. Portanto, é uma minoria da população brasileira.
PHA: Última pergunta, ministra: quando eles deixam de financiar essa faixa de 0 a 3 salários mínimos, quantas moradias, aproximadamente, deixam de ser construídas?
Miriam: Olha, nós tínhamos programado, quando a Presidenta lançou o programa de dois milhões de moradias do Minha Casa, cerca de 40% eram até essa renda. Então, de 2 milhões, 800 mil, pelo menos, 200 mil por ano - quatro anos. É um número grande - 200 mil moradias, ano - e onde está concentrado o déficit. Como eu disse, 80% do déficit habitacional no país está em até três salários mínimos.
NOTA DO BLOGUEIRO:
Matéria extraída do Blog Conversa Afiada do Jornalista Paulo Henrique Amorim.