Paulo Roberto é Pedagogo, Sindicalista e Petista.

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Dever cumprido é fruto da ousadia de um velho militante das lutas democráticas e sociais do nosso Brasil, que entende que sem uma interação rápida, ágil, eficiente e livre com o que rola pelo mundo, a democracia é pífia.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Aos professores da UNIG Campus V: - Receita para ganhar 39 milhões na MEGA SENA, na próxima quarta feira.


A nossa colega futuróloga, aquela que fez a previsão de que a Universidade só pagará no máximo 3 salários nesse semestre,está tendo suas previsões confirmadas. O calendário da UNIG está batendo direitinho com a previsão dela. Lembram-se da postagem que fizemos aqui no blog no dia 10/03/2010 cujo titulo era: “Professora da UNIG faz exercício de futurologia.”.

Volto a confirmar ou damos conseqüência ao palavrório impactante do Sr. Antonio José que diz “Salário não se discute, se paga” ou ao exercício futurólogo da companheira. Afinal a companheira está acertando tudo.

Se a segunda opção, a turma que tava na assembléia do dia 09/03 lá no Bedim, sabe quem é a futuróloga, vamos pedi-la pra marcar um bolão da MEGA SENA, até a próxima quarta feira.

Bem pessoal brincadeira a parte, vamos para o que é sério. O comportamento dos velhos novos donos da UNIG está pior do que as opiniões mais pessimistas esperavam. E nós professores temos que ter uma posição, ficar como esta definitivamente não dá. Eu convido a vocês para darem um “banana” para a repressão de alguns de nossos coordenadores, vamos levantar o “topete” vamos reagir.

Estão dizendo que o Sr. Antonio José, estará em Itaperuna na próxima quarta feira, dia 07/04, para mais uma reunião com os professores, nada de desanimo, vamos todos para essa reunião, mesmo quem não trabalhe na quarta no Campus V, faça um esforço para vir, e depois da reunião com ele iremos todos para o Salão de Evento, do prédio do SINPRO NNF, para fazermos uma avaliação do que foi dito e o que faremos na eventualidade de não cumprimento. Portanto vamos limpar nossas agendas e deixarmos a quarta livre para discutirmos a muita grana presa nas mãos da UNIG.

Agora professor da UNIG, a decisão é sua.

ET: Para a galera de medicina, o MEC até hoje não se pronunciou, sobre o relatório de sua visita em 18 e 19/03. Pelo visto nova turma no primeiro semestre de 2010, não terá. E todos nós perdemos.  Lamentável!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

COM OS NOVOS DONOS DA UNIG, NÃO TEM ALIVIO: É SÓ ARROCHO.

     No ultimo dia 12/02, postei no Blog uma matéria com o seguinte título “UFA! PELO MENOS UM ALÍVIO”. Onde informava que seria naquela data pago uma das 5 folhas de pagamento que a UNIG deve aos professores, mais precisamente a do mês de janeiro de 2010. Para frustração nossa, minha e dos colegas professores da UNIG nada foi pago até hoje. Nos comentários da matéria e nos E-mail’S recebidos dei a seguinte explicação: - Me venderam peixe podre. Mais na verdade tem muita gente me ligando e alguns me falando pessoalmente que eu precisava me explicar, pois, as pessoas não estavam entendendo nada. Bem essa informação me foi passada pelo professor André Monteiro, numa reunião onde estavam presentes além de mim e do André os professores Celso Nunes (do SINPRO NNF), Elias Daruís (coordenador de odonto) e Juliano o novo gerente do Campus V, substitui ao André, este indo para Nova Iguaçu. Certamente o professor André disse o que lhe mandaram dizer ou o que foi dito também pra ele, não falaria uma coisa dessas do nada.
     A outra coisa séria é que a UNIG acaba de demitir 227 professores: 171 de Nova Iguaçu e 56 de Itaperuna, a justificativa é que para que se tenha 30% dos professores trabalhando Tempo Integral “TI”, (que é uma exigência do MEC, para as Universidades), a folha de pagamento teria um acréscimo de 30%, o que a instituição não suportaria, então a saída foi uma degola em 227 cabeças e o mais grave é que o professor André Monteiro não sabe como e nem quando a UNIG pagará as rescisões dos professores vitimas dessa “BARBÁRIE”.
     Por fim na próxima segunda feira dia 22/02, terá inicio o semestre letivo da UNIG. Será que os professores vão aparecer para “DAR AULAS”? A diretoria colegiada do SINPRO NNF deliberou por continuar nossas ações no judiciário, entrando com uma nova Ação Civil Pública (ACP) cobrando os passivos de 2009/2010, oferecer nova denuncia ao Ministério Público do Trabalho sobre os salários atrasados e o não pagamento das multas de maio de 2009 em diante. Além de iniciarmos uma mobilização com os professores visando inclusive uma paralisação. Para isso estamos convocando uma reunião com todos os professores do CAMPUS V, para Terça Feira, dia 02/03, às 13:00 horas na sede do SINDICATO. O SINPRO NNF estará também protocolando na segunda feira dia 22/02 um pedido de audiência com os novos diretores da UNIG, para que toda essa situação degradante fique oficialmente esclarecida e se busque uma saída para os professores. Vamos ser firmes sem fecharmos as portas para o diálogo.
     Bem caros Professores, pelo visto teremos um ano bem tumultuado, mas, fazer o que? A vida é uma luta.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

EAD - EDUCAÇÃO A DISTANCIA

27/10/2009 - 01h10
Educação a distância cresce, mas sem a qualidade necessária
Por Talita Mochiute, do Aprendiz


“A educação a distância (EAD) avançou muito no Brasil, mas de forma desordenada. Estamos muito distantes de trabalhar com a qualidade necessária e com avaliações adequadas”, analisou o professor aposentado pela Universidade de São Paulo (USP), José Manuel Moran, no Seminário “Ensino a distância e Banco de Dados no Ensino Superior”. O evento foi realizado em São Paulo (SP) na última semana pelo Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC).

De acordo com os dados do Ministério da Educação (MEC), o número de alunos matriculados em cursos superiores a distância cresceu 106% entre 2007 e 2008. O dado representou o aumento da participação da EAD no Ensino Superior brasileiro – antes era de 4,2%; em 2008, passou para 7,5%. No ano passado, havia 761.099 matrículas nessa modalidade distribuídas entre 109 instituições de ensino públicas e privadas.

“Avançamos, mas com defeitos. Temos de mudar o modelo de gestão e fazer com que a iniciativa privada atenda seus alunos de forma séria”, disse Moran.

Segundo o professor, as instituições particulares, ao planejarem a expansão para a EAD, priorizam as metas quantitativas. “Os aspectos pedagógicos são engolidos pela visão econômica”, ressaltou Moran, que já realizou consultorias para redes de ensino privada e é pesquisador da área de tecnologia educacional.

O professor também acompanha iniciativas públicas. “Eu sou a favor da Universidade Pública a Distância, mas o modelo de gestão implantado no Brasil é absolutamente caótico”.

Tendo como objetivo a expansão da educação pública, o MEC criou em 2005 a Universidade Aberta do Brasil (UAB) – sistema que busca articular as instituições já existentes para estimular a ampliação da oferta de ensino superior, priorizando a formação de professores para Educação Básica.

“Não há uma cultura de integração entre as universidades. É o curso da USP, o da Unesp. Não conseguimos ter uma proposta conjunta. Se esse modelo permanecer, vamos pagar um preço terrível no futuro”, alertou Moran.

Moran criticou ainda algumas regras do MEC para o Ensino Superior a Distância. O professor considera um contrassenso um modelo de educação a distância ancorado na territorialidade. “É preciso fazer a ponte entre Federal e Estadual, olhando mais para o macro”.

O professor da USP lembrou ainda que legislação brasileira exige que no mínimo 20% do total de horas-aula dos cursos credenciados pelo MEC seja presencial. “Não temos EAD no Brasil, mas semipresencial. Na graduação, se não tiver o polo local, o projeto não passa pelo MEC”.

Moran apontou outro desafio para que aumente a qualidade dessa modalidade de ensino: a formação de profissionais para trabalhar com EAD. “Como vamos criar equipes que possam gerenciar tanto o presencial quanto a EAD?”, questionou.

Para o professor da Universidade de Educação a Distância (UNED), da Espanha, Santiago Castillo Arredondo, é importante ter professores dedicados apenas a EAD.  Já Moran defende uma maior integração entre os profissionais das duas modalidades. Também considera importante haver um currículo comum para os cursos a distância e presencial.  “A Universidade é uma só e deve ter políticas integradas”, argumentou o docente brasileiro.

Modelo de Avaliação Internacional

O seminário contou ainda com a presença do professor da Universidade Aberta de Portugal, Domingo Caiero.  Ele apresentou a experiência portuguesa na avaliação de EAD.

Fundada em 1988, a Universidade Aberta oferece 15 licenciaturas e está desenvolvendo uma proposta de indicadores para avaliar a EAD em Portugal. Segundo Caieiro, a Agência de Avaliação e Creditação de Ensino Superior criou indicadores para a modalidade presencial, mas são insuficientes para avaliar a qualidade da EAD.

“Até novembro, teremos os indicadores para o ensino a distância em Portugal. A proposta é enviar à Agência para que ocorra uma integração entre os modelos de avaliação”, explicou Caieiro.

(Envolverde/Aprendiz)