Paulo Roberto é Pedagogo, Sindicalista e Petista.

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Dever cumprido é fruto da ousadia de um velho militante das lutas democráticas e sociais do nosso Brasil, que entende que sem uma interação rápida, ágil, eficiente e livre com o que rola pelo mundo, a democracia é pífia.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Negra e moradora da periferia, estudante de Direito do Mackenzie quebra paradigmas

Tamires Gomes Sampaio, 20 anos, frequenta escolas públicas desde que a mãe a deixava na creche, com poucos meses de vida. Sua realidade começou a mudar quando ingressou em uma das mais tradicionais universidades de São Paulo, o Mackenzie. Negra, moradora da periferia e beneficiária do Programa Universidade para Todos (Prouni), Tamires agora é aluna do curso de Direito e recentemente foi eleita presidente do Centro Acadêmico do curso.
“Quando eu decidi fazer Direito, minha mãe me incentivou a procurar as melhores universidades: ou USP, ou PUC ou Mackenzie, que são as três maiores faculdades de Direito de São Paulo. Ela fez um empréstimo para me ajudar a pagar um cursinho. Tentei a Fuvest, mas não consegui passar da primeira fase, porque a universidade pública é excludente e o próprio processo seletivo não é feito para quem é de periferia, para quem estudou a vida inteira em escola pública, que tem um ensino de baixa qualidade e mesmo com o cursinho eu não consegui superar essa defasagem de uma vida inteira”, analisa.
Já na faculdade, Tamires e outros colegas começaram a participar de grupos de discussão e a questão da inclusão social e o combate às desigualdades começou a tomar conta dos debates. Foi o embrião de um coletivo chamado Frente Perspectiva, que este ano resolveu fundar uma chapa e concorrer às eleições extraordinárias para o Centro Acadêmico. O nome de Tamires foi consenso entre os integrantes.
“Como a gente é um coletivo que se propõe ao combate às opressões na universidade: o combate ao machismo, ao racismo, à questão da classe social, a gente quis representar e reproduzir isso na nossa chapa também, então por que não colocar uma mulher, negra, prounista, como a diretora geral da chapa?”, lembra.
Ela diz que o fato da chapa ter saído vencedora demonstra um movimento de mudanças na realidade da instituição. “Talvez essas políticas de inclusão estejam transformando o Mackenzie e esse histórico conservador. Acho que o Prouni, o Fies, as bolsas, eles conseguem fazer isso em uma universidade que era até então elitista e conservadora. Com a entrada dos negros, dos pobres, de quem estudou em escola pública, ela vai mudar o que se produz e a forma de pensar ali dentro”, afirma.
Tamires quer conquistar mais. Não quer mais se sentir uma “estranha no ninho”, em um lugar em que os negros ainda são minoria. Quer usar o Direito para transformar a realidade em que vive. Quer ser professora universitária. “Eu queria uma profissão e um curso em que eu pudesse transformar a realidade social e encontrei no Direito a possibilidade disso,” diz.

Deus, Você e o Carnaval

“Diz o tolo em seu coração: ‘Deus não existe’. Corromperam-se e cometeram atos detestáveis; não há ninguém que faça o bem. O Senhor olha dos céus para os filhos dos homens, para ver se há alguém que tenha entendimento, alguém que busque a Deus. Todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer.” (Salmos 14:1-2)
A Bíblia ensina que quando nós, pecadores regenerados, nos aproximamos de Deus naturalmente, passamos a admirá-lo mais e mais! Passamos a valorizar a pessoa de Cristo, seu evangelho, sua morte na cruz por nossos pecados e o poder da sua ressurreição. Naturalmente, passamos a desejar a santificação de nossa mente, palavras e ações.
O salmo 14 revela o outro lado desta verdade: “A rebeldia contra Deus nos afasta dEle, nos corrompe e nos leva a cometer atos detestáveis!” Uma das provas disso é o carnaval! Assim como muitas de nossas festas, celebrações e baladas em geral!
A respeito do carnaval, qual a sua origem? As opiniões divergem. Alguns acham que ele é uma evolução e a sobrevivência do culto de ISIS (deusa babilônica). Outros defendem que sua origem encontra-se nassaturnais romanas. Antigas festas em honra a Saturno, que originalmente duravam um dia, mas o Imperador Augusto elevou-as para 3 dias. Sucessivamente foi estendida por uma semana. Naqueles dias, todas as diferenças sociais eram esquecidas e o povo olvidava suas mágoas na folia, que culminava no dia dedicado à deusa OPS, mulher de Saturna, deusa da abundância. Nesse período, o povo não impunha freio às suas próprias intemperanças.
Outros acreditam que nosso carnaval tem origem nas BACANAIS, festa do deus Baco, o deus do vinho, das orgias e bebedeiras da Mitologia Grega. Ou nos festejos em honra a DIONÍSIO, na Grécia, e até mesmo nas festas dos inocentes e dos doidos na Idade Média.
Uma coisa é certa: desde as mais antigas eras, os povos, dos mais bárbaros aos mais civilizados, sempre dedicaram um certo período do ano a manifestações de efêmera mas desenfreada loucura. Disso surgiu o Carnaval. Uma vez por ano, os homens experimentam a curiosa necessidade de abolir a própria personalidade para assumir outra, fictícia, praticar as mais extravagantes atividades e dizer, gracejando e rindo impunemente de tudo e de todos, tudo quanto não lhe é permitido comentar seriamente. Desse humano desejo de expansão e libertinagem tiveram origem as bacanais gregas e as saturnais romanas, das quais em linha reta descende o carnaval.
A grande verdade é uma só: esta é uma festa que não agrada a Deus! Ela é imoral! Anti-família! Anti-cristo! Até Danilo Gentily, que não defende os valores cristãos, critica o Carnaval, afirmando: o povo Brasileiro é muito burro! No ano passado, o governo contratou a cantora Daniela Mercury para realizar uma campanha para um carnaval melhor. No comercial ela dizia:
- Mulheres, quando forem pular carnaval…
  1. Não usem chinelo, para não terem os pés machucados por um pisão.
  2. Não levem bolsa, para não serem roubadas.
  3. Não usem minissaia, para não abusarem de vocês.
  4. Usem camisinha! Carnaval é alegria!!
Danilo comentou: quer dizer… lá fora tem um evento onde corro o risco de ser pisado, roubado, estuprado, contagiado pelo vírus da AIDS… você ainda quer que eu vá lá? Não vou não! Vou ficar em casa!
Danilo completa: ano passado, houve um progresso, o governo investiu uma nota com grandes artistas para pedir ao povo que não faça xixi na rua! “Que tipo de povo é este?”
A resposta bíblica é: este é um povo que não leva Deus a sério! Povo que despreza Sua Palavra e vive de forma tola. Como diz o Salmo 14: “ignoram a existência de Deus, corrompem-se e praticam atos detestáveis!”
Então, como o cristão verdadeiro deveria encarar a triste realidade do carnaval? Em primeiro lugar, devemos rejeitar, não participar, nem dar ibope para ele (via televisão). A bíblia diz:
“E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado.Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.” (Rom. 13:11-14)
Em segundo lugar, devemos avisar aos perdidos (parentes e amigos) que o carnaval não tem a aprovação de Deus! Mostrar-lhes que em Gálatas 5:19-21 Deus declara algo muito sério! Que os que se dão à prática das obras da carne: bebedeiras, orgias, prostituições e impurezas, não herdarão o Reino de Deus.
Que a verdadeira alegria se encontra no amor de Deus! Revelado na pessoa de Cristo!
Em I Coríntios 5:17 diz: “Se alguém está em Cristo nova criatura é, as coisas velhas se passaram, eis que tudo se fez novo!” Em outras palavras:
-No mundo sem Deus… só tem coisas velhas! Bebedeira, glutonaria, palavrões, safadeza, piadas sujas, sensualidade, malícia, nudez, traições, brigas, divórcio, crianças abandonadas, mulheres mal-amadas,          lares destruídos e uma sociedade decadente!
-Na igreja de Cristo… encontram-se coisas novas! Pecadores se arrependendo de seus pecados, humildemente confessando-os a Deus! Graciosamente   recebendo o perdão, justificação, restauração, paz e alegria que só o Rei Jesus pode dar! Famílias restauradas! Alegria! Comunhão! Louvor e adoração a Deus!
Leitor, não troque o privilégio de estar buscando e agradando a Deus por uns dias de folia e besteirol. Se você está vivendo longe de Deus, através deste artigo, mais uma vez Ele lhe chama para rejeitar sua conformação com a cultura, dos homens sem Deus, e se voltar, com fé e arrependimento, para Jesus e seu evangelho! Sabendo que em breve, o mesmo Deus, o chamará para comparecer diante dele na eternidade. Lá, ao lado de Cristo, você será recebido com honras! Sem Cristo, você terá que explicar por que rejeitou Seu convite e preferiu um estilo de vida carnavalesco. Pense bem!
Por: Sillas Campos; Fonte: Jornal Diário, cidade de Tupã, S.P., 24/Fev/2014 Original: Deus, Você e o Carnaval
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Edição impressa

RICARDO MELO

HSBC e Beto Richa

Escândalo financeiro mundial e vitória contra austeridade ficam escondidos na imprensa
Aproveitando a mais do que merecida folga da querida e competente Vera Guimarães, vou dar uma de ombudsman acidental.
É de estranhar, para dizer o mínimo, o laconismo com que a imprensa "mainstream" local vem tratando um dos maiores escândalos da história financeira mundial.
Falo da revelação de que o HSBC na Suíça ajudou milionários a ocultar bilhões de dólares e assim fugir do fisco em seus países de origem. A lista é ecumênica: inclui desde ricaços tidos como "limpos" até traficantes, ditadores e criminosos dos mais variados.
São mais de 100 mil contas. O valor da maracutaia internacional passa de US$ 100 bilhões. Em moeda local, algo perto de R$ 300 bilhões. O argumento de que o tema está distante do leitor nacional não resiste aos fatos: cerca de 9.000 clientes envolvidos na falcatrua são brasileiros; o HSBC é um dos maiores bancos a operar no país; e, pelo que a investigação conseguiu apurar, a roubalheira decolou depois da aquisição, pelo HSBC, de um banco e de uma holding de propriedade de Edmond Safra. A familiaridade do sobrenome com o Brasil, embora não seja prova de nada, dispensa comentários e deveria ser suficiente para aguçar a curiosidade de qualquer jornalista.
Surpresa: o assunto praticamente desapareceu, a não ser quando encontraram supostas conexões com o pessoal da Lava Jato. Esquisito. E os outros milhares de correntistas brasileiros premiados, desapareceram? A história não fecha. Aliás, é a segunda vez que um trabalho do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos recebe tratamento desprezível no Brasil.
Há pouco tempo, a mesma equipe escancarou manobras tributárias de bancos e multinacionais, brasileiros incluídos, para fugir de impostos com operações em Luxemburgo. Uma das empresas acusadas na artimanha, a Pricewaterhouse, por acaso vem a ser uma das que aprovavam balanços podres de instituições protagonistas da crise de 2008. Hoje a Price examina a contabilidade da Petrobras...
Detalhe: o premiê de Luxemburgo na época das sonegações, Jean-Claude Juncker, é o atual presidente da Comissão Europeia. E o homem forte do HSBC no período do vale-tudo da Suíça virou ministro no governo britânico do conservador David Cameron. Precisa mais?
PARANÁ NA MODA; E NA MÍDIA?
Curitiba viveu recentemente uma das maiores manifestações de sua história. Milhares de servidores públicos, trabalhadores e estudantes obrigaram o governador reeleito Beto Richa, do PSDB, a recuar no chamado "pacote de maldades" enviado à Assembleia Legislativa.
Entre outros disparates, o tucano propunha confiscar a previdência dos servidores para tapar rombos da antiga administração --dirigida por ele mesmo!
Deputados chegaram de camburão, reuniram-se no restaurante e, ainda assim, não conseguiram votar o pacote. Notícia daquelas, de repercussão nacional, exceto na mídia de fora da região.
Foi na capital do Paraná. Mesmo Estado onde fica a Londrina do juiz Sérgio Moro, sede do antigo Bamerindus vendido a preço simbólico ao HSBC e do Banestado (Banco do Estado do Paraná), pivô da CPI que durante os anos 90 catapultou o doleiro Alberto Yousseff para manchetes. Mera coincidência, talvez.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Lula diz que governo está acuado e peca por não ter uma agenda posit

DEU NO: informe do dia

Ex-presidente lamentou que a presidenta Dilma não o procure com mais frequência em busca de soluções para o país

FERNANDO MOLICA
Rio - Em jantar, nesta quarta-feira, com lideranças do PMDB-RJ, o ex-presidente Lula lamentou que Dilma Rousseff não o procure com mais frequência para discutir problemas como o escândalo na Petrobras.
Na avaliação dele, o governo está acuado e peca por não ter uma agenda positiva. Nesta quinta-feira, Lula e a presidenta se encontraram em São Paulo. A reunião com os peemedebistas contou com as presenças de Pezão, Eduardo Paes, Sérgio Cabral e Pedro Paulo Carvalho, secretário municipal de Coordenação de Governo.
‘Dilminha’
Apesar da queixa e da preocupação com o governo, Lula demonstrou carinho pela presidenta, chamada por ele de “Dilminha” durante a conversa. O encontro foi promovido por Paes e ocorrreu na residência oficial do prefeito, na Gávea Pequena.
Jogos de Dilma
Entre os pontos da agenda positiva, o ex-presidente citou a realização de reunião com os governadores. Cabral, por sua vez, afirmou que Dilma deveria capitalizar a Olimpíada do Rio.

NOTA DO BLOGUEIRO:

Entendo que é preciso mais dialogo com a nossa maior liderança, o Lula também foi "DEMONIZADO" e soube como ninguém da a volta por cima. Numa crise da proporção em que vivemos ouvir é sempre salutar.



Peça de museu

Marcello Miranda13 de fevereiro de 2015 14:33
Peça de museu
Escrito por Instituto Telecom, Terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
www.institutotelecom.com.br

Nessa quarta, dia 11, a Anatel realizará em Brasília uma audiência pública para discutir a substituição do cartão dos orelhões. As concessionárias querem a troca dos cartões indutivos pela chamada calling card. A Anatel, por sua vez, diz que a discussão é motivada pelo fato de a Interprint/Valid, única fabricante existente, ter informado que encerraria a produção dos cartões indutivos em dezembro de 2014, “em função dos baixos volumes adquiridos pelas prestadoras e dos preços praticados”. Para a fabricante, a baixa produção torna os cartões economicamente inviáveis. A pergunta a ser feita é: por que as prestadoras adquirem um número tão baixo de cartões?


É bom lembrar que os cartões utilizados hoje possuem tecnologia derivada de anos de estudo do CPqD (Centro de Pesquisa da Telebrás), em época anterior à privatização do setor. Chegou, inclusive, a ser exportada para a China. Até hoje, quase vinte anos depois de sua criação, os cartões indutivos respondem infinitamente bem às demandas dos usuários. No sistema calling card, o usuário adquire o cartão, raspa para visualizar o número e disca para a operadora usando o mesmo teclado atual do orelhão, uma vez que o novo sistema será virtual. Como os chips de celulares, o cartão tem um "pin", número de identificação do usuário.
Lamentavelmente, as operadoras conseguiram criar uma quase unanimidade em relação ao telefone público, visto como obsoleto, um instrumento que ninguém utiliza. Com isso, sucatearam toda a rede de orelhões (TPs), implantada basicamente com recursos públicos. Não há manutenção, nem incentivo para que as pessoas o utilizem. Não é à toa que na semana passada a Anatel baixou uma cautelar para que a Oi melhore a qualidade de sua rede de orelhões.
Por outro lado, nem a Anatel e muito menos as operadoras, divulgam para a sociedade que uma ligação de um telefônico público para um telefone fixo é cerca de 700% mais barata do que um celular pré-pago para o mesmo telefone fixo.
Outro aspecto é a modernização dos telefones públicos. Em Nova York, o telefone público serve como ponto wi-fi, possibilitando o acesso à banda larga. Em Londres, muitos telefones públicos possuem um espaço para que os cidadãos possam recarregar a bateria do seu celular. Ou seja, várias medidas que facilitam a vida do cidadão.
Na consulta pública sobre a renovação dos contratos de concessão há uma cláusula obrigando as operadoras a implantarem backhaull com fibra ótica em todos os municípios, em troca da redução do número de orelhões. As prestadoras, convenientemente, concordam com a redução dos TPS, mas não com a obrigação do backhaull.
O Instituto Telecom defende a realização de uma consulta pública mais ampla, que leve em consideração a modernização da ainda rede existente de telefones antes que os orelhões, financiados com recursos públicos, virem peças de museu.

Câmara de Itaperuna doa veículo para a Guarda Municipal

Atitudes como essas, ajuda no avanço do município.


Em Itaperuna, RJ, a Câmara Municipal doou um veículo Volkswagen (Voyage, 2013), ao Departamento Municipal de Trânsito (DEMUT), que será usado exclusivamente para atender as demandas da Guarda Municipal.
De acordo com o presidente da Câmara, Alexandre Pereira da Silva (Alexandre da Auto Escola), o veículo está em excelente estado de conservação e será de grande utilidade.
– É muito importante essa nossa parcela de contribuição, buscando melhorias para o trânsito. Ainda temos problemas a serem enfrentados nesta área, no entanto, algumas conquistas tem sido alcançadas. A formação de uma Guarda Municipal era um sonho antigo da sociedade e agora foi concretizado. Nós precisamos unir forças para buscar melhorias para o município. Certamente esse veículo será de grande utilidade para a Guarda - diz Alexandre.
O prefeito Alfredo Paulo Marques Rodrigues, o Alfredão, complementou as palavras do presidente da Câmara.
– A população de Itaperuna já tem presenciado algumas mudanças em nosso trânsito. Tenho andado pela cidade e percebo motoristas, motociclistas e até mesmo pedestres respeitando mais as normas de trânsito. Vamos continuar trabalhando, contidianamente, em busca de melhorias, não só para o trânsito, como para todas as demais áreas - reforça Alfredão.
Durante a solenidade de entrega do veículo, que ocorreu na última quinta-feira (12), nas dependências do DEMUT, estavam presentes o coronel PM Lúcio Flávio Baracho, comandante do  6° Comando de Policiamento de Área da PMERJ; Ronaldo Ramos, comandante da Guarda Municipal; Marcelo Ferreira, diretor do DEMUT; tenente Cel Sílvio Guerra; os vereadores Dilsão, Cabecinha e Francisco José; demais autoridades e convidados.

INFORMAÇÃO: Agência Comuniqque | www.comuniqque.com
Fotos: Marcelo Nunes


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Os interesses por trás das denúncias que envolvem a Petrobras

A Petróleo Brasileiro S.A (Petrobras), um verdadeiro patrimônio nacional, está sob fogo cerrado da oposição e da mídia, a serviço de forças do mercado. O propósito é aproveitar uma investigação que envolve a relação de funcionários corruptos com grandes empreiteiras e a fragilidade política do governo para entregar a riqueza administrada pela empresa para as transnacionais do petróleo.
O marco regulatório do petróleo, por vontade soberana do Poder Executivo e do Congresso Nacional, reserva à Petrobras a condição de operadora única dos blocos do pré-sal e determina que participe, obrigatoriamente, com pelo menos 30% nos consórcios que vencerem as licitações, além da adoção do regime de partilha e do conteúdo nacional. Neste caso, até 2021, ao menos 55% dos insumos a serem empregados na atividade, incluindo máquinas e equipamentos, devem ser produzidos no país. Segundo a Resolução CNPE 5/2013 de 24/6/2013, a partir de 2022, o conteúdo local mínimo será de 59%.
O combate à corrupção, praticada por funcionários de carreira da empresa que galgaram, por influências políticas, cargos de direção, é de interesse da Petrobras, do governo e do país, e deve atender a dois objetivos: a punição rigorosa dos servidores e empreiteiros que desviaram recursos da empresa e a promoção de mudanças na governança da companhia, de tal modo que desvios dessa ordem não mais encontrem espaço ou ambiente para acontecer.
Ocorre que as forças do mercado, apoiadas pela mídia e pela oposição, não estão interessadas no combate à corrupção nem tampouco nas mudanças que impeçam esse tipo de conduta no futuro, mas em aproveitar esse movimento de exposição negativa da empresa para retirar dela as prerrogativas e garantias asseguradas pelo marco regulatório do petróleo em favor das companhias estrangeiras que desejam explorar as riquezas de nosso subsolo.
Quando fizeram o possível e o impossível para destituir a presidenta Graça Foster, que fora colocada no cargo exatamente para combater os malfeitos, tinham por objetivo pôr em seu lugar alguém identificado com o ideário neoliberal, ou seja, gente que iria para lá com o propósito de retirar as garantias e prerrogativas que o marco do petróleo reserva à Petrobras.
O argumento do mercado, além do saneamento financeiro da empresa, seria que a Petrobras sozinha não daria conta de fazer os investimentos necessários à exploração dessa riqueza, e portanto seria preciso retirar dela algumas áreas da cadeia produtiva, como o transporte, além de eliminar a exigência de conteúdo nacional e substituir o regime de partilha pelo de concessão.
Os profissionais até o momento nomeados para substituir a diretoria anterior, dois executivos de finanças do Banco do Brasil, não foram bem aceitos pelo mercado. A razão é que o foco deles, até por serem executivos de bancos públicos, será recuperar e sanear a empresa, ampliando a transparência e o controle sobre o gasto, conforme diretriz da presidenta da República, e não se desfazer de patrimônio ou de entregar o setor de petróleo às multinacionais interessadas. Com eles, ainda que haja alguma flexibilização, não haverá o desmonte da Petrobras, como desejam as forças de mercado. Seriam, na visão neoliberal, nomes sem carta branca para promover as mudanças na direção do encolhimento da empresa.
Entre os objetivos da nova direção estariam sanear a empresa, recuperar sua capacidade de investimento e, principalmente, eliminar ou reduzir drasticamente a dependência da Petrobras em relação a muitos dos atuais fornecedores. A empresa, em grande medida, fora capturada por boa parte deles, que definiam preços e condições de provimento de bens e serviços, razão principal dos desvios agora descobertos.
A criação da CPI na Câmara dos Deputados segue esse script, ou seja, tem por objetivo fragilizar ainda mais o governo e forçar a quebra das conquistas e garantias asseguradas pelo marco regulatório do pré-sal, entregando ao setor privado, notadamente a empresas estrangeiras, os setores mais lucrativos da Petrobras.
Portanto, ou o governo, os partidos progressistas, os movimentos sociais e os brasileiros que defendem a Petrobras se unem em torno da manutenção de sua integridade, ou prevalecerão as diretrizes do mercado, que consistem no desmonte da principal empresa brasileira. Se deixarmos, as forças conservadoras se apropriarão do governo e irão exigir carta branca para promover as mudanças segundo seus interesses.

Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap
 
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